terça-feira, 20 de agosto de 2013

População pede cassação de mandato do Prefeito de Oriximiná

Luiz Gonzaga Viana
Luiz Gonzaga Viana
Por meio de um documento formulado por populares e um grupo de vereadores, a Câmara Municipal de Oriximiná deve colocar em pauta na
sessão desta quarta-feira, 21, o pedido de cassação de mandato do prefeito Luiz Gonzaga Viana (PV). Ele é acusado pela população de cometer várias irregularidades em sua atual gestão.

Indignada com os desmandos da administração desastrosa e desumana do prefeito Luiz Gonzaga (PV), que está no seu quarto mandato, a população de Oriximiná resolveu, por meio da minoria dos vereadores que estão ao lado do povo, levar à Câmara nesta quarta-feira, 21, o pedido de cassação do mandato da atual administração.

Segundo os vereadores, são dezenas de denúncias e escândalos envolvendo a gestão municipal, como: nepotismo, onde seus parentes ocupam cargos nas secretarias de Educação, com a titular Hilda Viana; na Secretaria da Fazenda, com Raimundo Viana; na Integração Municipal, Xito Viana e; Segurança Patrimonial, com José Gonzaga Viana.

Outros problemas também viraram alvo de revolta da população, entre eles, o episódio da “Escola Fantasma” denunciada pelo Jornal “O Impacto”; o caos na saúde; na infraestrutura; na assistência ao jovem, que não dispõe de cursos técnicos e profissionalizantes, fazendo com que migre para outras cidades; aluguel de carro do titular da pasta da Secretaria de Integração Municipal para a própria Secretaria de Governo; fraude na concessão de transporte público entre a Mineração Rio do Norte (MRN) e a Prefeitura de Oriximiná, denunciada na sessão itinerante da Alepa, no dia 12 deste mês, entre outros.

O Prefeito diz que o Município está em crise. Por outro lado, o Portal da Transparência mostra que a Prefeitura está recebendo inúmeros recursos. Para a população, existem várias formas de desviar o dinheiro público, sendo a principal delas apontada por meio do cadastro de empresas com prestação de serviços, emitindo notas fiscais frias de serviços prestados no valor de R$ 15 mil, R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mil e até R$ 100 mil.

O documento revela que o Governo Municipal se mostra incompetente a ponto de estabelecer decreto para cortar as gratificações dos servidores públicos, o que também foi noticiado pelo Jornal “O Impacto”, que causou a paralisação das aulas. O Prefeito, pressionado, revogou o decreto.

A sessão na Câmara está marcada para às 9h. Já a mobilização nas redes sociais propiciou mais um episódio. Os vereadores da bancada aliada ao Prefeito municipal, Keké, Chico Florezano, Top, Rerêco, Tomé Josy Seixas, Leonardo Alves, Tomé, Marcelo da Semagri e Ludugero Júnior, já se programaram em viagens e outras ocupações não previstas para este dia de sessão. “Um ato de covardia para burlar uma votação tão importante para o futuro da cidade”, diz o documento.




RG 15/O Impacto

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