terça-feira, 26 de novembro de 2013

Opinião: Lu-Lá-Lá e os quarenta ladrões

Por: David Marinho*

Era uma vez, no país das “Mil e Uma Mutretas” chamado Brasil, que um torneiro mecânico chamado Lu-La-Lá, foi trabalhar numa região do Planalto Central chamado Esplanada dos Mistérios, (pois sumia muita grana por lá).

Esse torneiro, homem simples e trabalhador estava indo para seu ofício e se encontrava nas proximidades do prédio do Banco Rural, quando ouviu ruídos de motores de carros se aproximando, escondeu-se e viu chegar Mercedes, Toyotas, Jaguares e Ferraris, então ouviu alguém falar que seu Mercedes era Genoino, discretamente continuou observando e viu descer dos carrões várias celebridades, só então se tocou que se tratava de uma quadrilha de mal-feitores do colarinho branco, ou melhor dizendo; deputados de vários partidos, e o que parecia ser o chefe se adiantou dos demais, se aproximou da porta do Banco Rural e gritou uma palavra mágica. Abre-te Valério! Abre-te Valério! E a porta do banco, como num passe de mágica se abriu. Todos da quadrilha entraram e Lu-La-Lá ficou curioso sobre o que ocorria lá dentro, foi quando ouviu movimentação dentro do banco, se escondeu novamente e percebeu a quadrilha saindo, cada um levava uma mala na mão, tinha alguém no meio com o quadril largo, talvez levasse alguma coisa na cueca, ou sofresse de hérnia escrotal. Ah! Tinha até bispo no meio, e novamente o chefe da quadrilha, que já se sabia ser o marajá José Dirceu, gritou a palavra mágica; Fecha-te Valério! Fecha-te Valério! E a porta do Banco Rural se fechou e eles foram embora.

Curiosamente, Lu-La-Lá se aproximou da porta do Banco e sem querer querendo, repetiu a palavra mágica que ouviu do chefe da quadrilha, e não é que a porta se abriu!? Lu-La-Lá entrou no banco e qual foi seu espanto! Tinha dinheiro por toda parte! Hesitou em pegar algum pra si, mas por ser um homem honesto e trabalhador não pegou, até pensou no Lu-La-Lá Júnior, seu garoto prodígio dos negócios. Mas desistiu, saiu, falou a palavra mágica e a porta do banco se fechou. Chegando à Esplanada dos Mistérios, comentou com uma pessoa honestíssima, acima de qualquer suspeita, e super honrada por ser “deputado”, e sobrevivente da chacina Collor; o mercador Rouberto Jefferson sobre o ocorrido, inclusive a palavra mágica, mas pediu total sigilo, e o nobre deputado jurou pela sua mãezinha (que Deus a tenha), que jamais contaria à alguém, nem que o Datena implorasse de joelhos!

Não deu outra, por força de seu pedigree, Rouberto Jefferson as escondidas foi ao Banco Rural, usou a palavra mágica, entrou no banco, e ficou doidão ao ver tanto dinheiro, até tropeçou numa mala com grana e deu com a cara na quina de um cofre, quase perdendo um olho, e se perdesse? Lembrou do ditado: “na terra de cegos, quem tem um olho é rei”! (Brazil!). Pegou “quatro milhões de reais” pra si, e como ele mesmo disse jurando sobre a Bíblia Sagrada, dividiu com os pobres do programa “Fome Zero” e que por questão ética, não revelaria os nomes dos coitados. Porém, com a “fominha” da maioria dos políticos brasileiros, voltou ao Banco Rural, e pegou mais, e mais, e mais...

Foi quando a quadrilha percebeu que o estoque de dinheiro estava baixando assustadoramente, e o boato era geral que um tal fanfarrão chamado Rouberto Jefferson estava fazendo muita lambança com dinheiro na Província do Mensalão no emirado do emir Delúbio Soares.

A quadrilha ameaçou cortar as duas mãos de Rouberto Jefferson, que como um bom muçulmano e com o “dele” na reta, lembrou de um versículo do Acordão, ou melhor, Alcorão, que diz: “Ladrão que entrega ladrão, tem cem anos de perdão”, o qual com medo de virar “quibe” em banha de camelo fervente, se borrou todo, jogando fezes no “tapete voador” da Esplanada dos Mistérios, que ao voar saiu respingando fezes em muita “gente boa”, e o Planalto se transformou em uma fedentina geral. Com o efeito do fenômeno meteorológico ciclone extra-tropical, os ventos sopraram o “tapete voador” com excremento fétido na direção norte, passando por Belém, que não é o da Judéia, onde um califa e deputado paraense, esqueceu a lição do Ábaco e na época teimava em dizer que 300 + 620 = 200. E esse mesmo vento por onde passou foi deixando um rastro de pranto e dor, que tememos que alcançasse Santarém de Bagdá no império da Rainha de Sabbá. Mas que graças a Deus não chegou por aqui... E o final dessa história ainda promete, pois o arcanjo Barbosão ainda não terminou sua missão aqui na Terra. E quem sobreviver, verá...

BIBLIOGRAFIA: 

Genoino – Guerrilheiro-garçom, no pau-de-arara, entregou seus companheiros na bandeja.

José Dirceu – Guerrilheiro-franciscano, fez voto de pobreza e tem nojo de dinheiro.

Rouberto Jefferson – Mártir e modelo de boa parte dos políticos brasileiros.

Tapete-Voador - Avião presidencial, Aerolula.

Este texto é uma homenagem à punição dos “mensaleiros”, que em parte estão sendo punidos pela justiça. Antes tarde do que nunca...

*É projetista e gestor ambiental
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