segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Senado prevê gastar R$ 43,3 mil em seis meses para abastecer a residência oficial de Renan Calheiros. Casa anuncia economia de gastos

Senado faz cortes, mas mantém bacalhau e filé-mignon

O Senado lançou novo pregão para abastecer a residência oficial do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), com gastos que somam R$ 43,3 mil no prazo de seis meses. Embora o Senado tenha cortado a compra de alimentos como camarão tipo “G”, salmão e queijos tipo roquefort e provolone, o senador vai continuar tendo à sua disposição itens como filé-mignon, bacalhau e mais de 60 tipos de frutas e legumes.

O primeiro edital lançado pelo Senado em outubro, que foi revogado, autorizava gastos de R$ 98 mil para abastecer a casa de Renan. Entre as regalias, estavam diversas carnes para churrasco, salmão, camarões e variados tipos de frios. A nova versão - mais enxuta - do edital cortou alguns supérfluos, mas nem de longe deixa a residência oficial desabastecida.

Só os gastos com filé-mignon e bacalhau somam R$ 3,2 mil no novo edital. Os peixes selecionados para a casa do presidente do Senado - filé de abadejo, de linguado, dourada e pescada em postas -vão custar R$ 2,9 mil aos cofres públicos. A Casa cortou frutas como lichia, uvas sem caroço, sapoti e nectarina importada.

O primeiro edital foi lançado em outubro depois das medidas, adotadas pelo senador, para a redução de gastos na instituição. O presidente do Senado extinguiu o serviço médico da Casa, ampliou a jornada de trabalho dos servidores, cortou horas extras cumpridas após as 22 horas e reduziu os contratos terceirizados pela instituição.

Em contrapartida, manteve tradicionais regalias, como gasto ilimitado com celular, compra de gêneros alimentícios para abastecer o cafezinho do plenário e frota renovada dos veículos oficiais.

Segundo o Senado, a nova licitação prevê preços menores que o edital original. A determinação da suspensão da primeira disputa de compra foi da diretoria-geral, que justificou a medida pela necessidade de impor medidas de racionalização administrativa e reavaliação das contratações.

O Senado chegou a lançar edital para gastar R$ 375 mil no prazo de um ano com a compra de lanches para os senadores no “cafezinho” do plenário. O edital estipulava a compra de dois mil pacotes de biscoito, mais de oito mil frascos de adoçantes, 4,8 toneladas de presunto e queijo, dois mil pacotes de pão de forma, além de dois mil litros de leite, chás e sucos, entre outros itens. Os gastos com o lanche dos senadores e seus convidados têm custo mensal previsto de R$ 31,2 mil. (da Folhapress)

SERVIÇO

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