quarta-feira, 6 de novembro de 2013

TRE do Pará sob suspeita de receber propina

Armando, Salame e TRE do PA
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará enviou informações ao MPF (Ministério Público Federal) e à AGU (Advocacia-Geral da União) sobre uma gravação em que o ex-prefeito de Marituba Antônio Armando e o prefeito de Marabá, João Salame, conversam sobre a possibilidade de pagar membros do TRE para obter resultados favoráveis em processos de cassação. Salame foi julgado na terça-feira (5) pelo TRE acusado de compra de votos na eleição de 2010. Ele teve o mandato cassado por três votos a dois.
A conversa entre Armando (esq.) e Salame (alto) respingou na reputação do TRE do Pará
A gravação da conversa entre Antonio Armando e João Salame foi enviada ao presidente do TRE, desembargador Leonardo de Noronha Tavares, pelo advogado Inocêncio Coelho.
Inocêncio é advogado de João Salame no processo que tratava de sua cassação. Durante a conversa, Antônio Armando afirma diversas vezes ter intermediado o pagamento de propinas a membros do tribunal, conseguindo, segundo ele, evitar cassações de outros políticos.

Atendendo ao pedido do TRE, o MPF requisitou à Polícia Federal que investigasse os fatos, em inquérito policial que, neste momento, corre em segredo de justiça.
A Advocacia-Geral da União, que tem a função de defender a corte eleitoral, irá, ainda nesta semana, interpelar judicialmente o ex-prefeito Antônio Armando para que confirme as afirmações que faz na gravação.
Fonte: MPF/Pará
Em dez meses de mandato, João Salame ficou marcado pela oposição a Vale e ao PSDB no Pará.
O prefeito de Marabá (PA) João Salame Neto (PPS-PA) teve seu mandato cassado temporariamente nessa manhã (05/11) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA). Há dez meses no governo, Salame é acusado de compra de votos para campanha de deputado federal em 2010.
Na ocasião, Salame teria distribuído 18 requisições de 10 litros de combustíveis durante a campanha eleitoral em troca de votos, quando foi reeleito deputado federal. O prefeito afirma que o combustível foi doado para realização de uma carreata.
O processo do caso começou no inicio de outubro de 2013 com dois votos a favor da cassação de Salame dado pela juíza relatora do processo no TRE-PA, Ezilda Pastana e da revisora desembargadora, Eva de Amaral.
Entretanto, no decorres da ação jurídica, Salame conseguiu dois votos a seu favor, quando o juiz João Batista Viana pediu vista do processo votando contra a saída do prefeito, sendo acompanhado pelo juiz federal, Rui Dias. Com o empate, a decisão do imbróglio jurídico ficou por conta do presidente do TRE-PA, Leonardo de Noronha que votou a favor da cassação do prefeito de Marabá.
Salame, que ainda não foi notificado da decisão, está em Brasília onde dará entrada em um efeito suspensivo contra a decisão. Em seu lugar assume o vice prefeito Luiz Carlos Pies (PT-PA).
Para analistas políticos da região, Salame representa no sul e sudeste paraense uma corrente progressista. Publicamente fez várias manifestações se colocando em oposição à forma de atuação da mineradora Vale. O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB-PA), também era alvo de constante criticas pelo prefeito cassado.
O Vice Prefeito Luiz Carlos enviou, tão logo foi anunciada a decisão, a mensagem que segue abaixo.
“Lamentamos a equivocada decisão do TRE. Manifestamos nossa solidariedade e fidelidade ao companheiro João Salame. Esperamos contar com todo o apoio da equipe de governo, dos vereadores e da sociedade marabaense para mantermos todas as ações governamentais, tal qual planejadas, no decorrer das horas ou dias em que o prefeito deverá ficar afastado. Precisamos estar mais unidos do que nunca!
Luiz Carlos Pies
Via: Blog do Jeso Carneiro

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