terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Jatene deve deixar a vida pública. Helenilson será o candidato.

Simão Jatene: sem mais disposição para concorrer a mais um mandato. E nem para continuar na vida pública.
O vice-governador do Estado, Helenilson Pontes (PSD), deverá mesmo ser o candidato ao governo do Estado com o apoio do PSDB, nas eleições de outubro.
A engenharia política está sendo articulada pelo próprio governador Simão Jatene, que não deve mesmo voltar ao governo do Estado e deve se afastar definitivamente da vida pública, ainda que não venha, muito provavelmente, a se afastar da política.
“Não tenho mais disposição [de concorrer a um mandato eletivo]”, já confessou o governador a pessoas mais próximas.
A decisão de Jatene, de desincompatibilizar-se no mês de março próximo, tem dois propósitos, conforme apurou o blog.
Primeiro, o de dar maior visibilidade a Helenilson, que assim ainda teria seis ou sete meses, até o pleito de outubro, para fazer seu nome, para tornar-se mais conhecido em todo o Estado.
Segundo, desincompatibilizando-se do cargo, o governador preservaria sua liderança, porque, para muitos, disseminaria a impressão - apenas a impressão, vejam bem - de que entraria no páreo para concorrer a mais um mandato.
Mas essa alternativa, conforme ressaltaram algumas fontes ao Espaço Aberto, é implausível, porque não teria sentido o governador, desincompatibilizado, concorrer a um novo mandato, deixando Helenilson engessado, sem poder concorrer a cargo eletivo nenhum, eis que não haveria sentido em Jatene disputar o governo do Estado, tendo como um dos concorrentes o próprio vice.
E a possibilidade de Jatene concorrer a um outro cargo, que não o de governador, abrindo espaço para Helenilson tentar a reeleição, já que seria o governador titular, efetivo?
Essa possibilidade nem se cogita, disseram ao blog duas fontes consultadas.
Jatene concorrer ao Senado está fora de cogitação, porque o candidato natural do PSDB é o senador Mário Couto, queiram ou não muitos tucanos.
Aspirar a uma vaga de deputado estadual ou deputado federal não seria compatível com as pretensões de quem, como Simão Jatene, exerceu o cargo de maior relevância no Estado.
Conclusão?
“O Jatene, a menos que mude tudo, não vai concorrer. Ele vai mesmo se afastar da vida pública. Deve deixar a política. Chegou à conclusão, inclusive, de que o Pará é absolutamente ingovernável, se não houver um grande pacto político. O entrave, o gargalo do Pará é eminentemente de ordem político”, raciocinou a fonte ouvida pelo Espaço Aberto.
Esse quadro, delineado acima, é o de hoje.
O cenário, assim traçado, é o que se vislumbra a partir de hoje.
Em condições normais de temperatura e pressão, portanto, Jatene deixa o governo em março para não mais voltar.
Nem ao governo, nem à vida pública.
E Helenilson poderá ser o segundo candidato da região do Baixo Amazonas a concorrer ao governo do Estado.
A primeira foi Maria do Carmo (PT), que perdeu para o próprio Jatene, em segundo turno, nas eleições de 2002.

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