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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Pará terá R$ 442 mi para 24 aeroportos

ITAITUBA está na lista 
O ministro da Pesca e Aquicultura Helder Barbalho reuniu com o ministro da Aviação Civil Eliseu Padilha, na última quinta-feira, para tratar da efetivação do Plano de Aviação Regional do governo federal, que contempla o Pará com obras em 24 aeroportos, num investimento aproximado de R$ 442 milhões. Dentro do Programa de Investimento em Logística destinado ao Pará, estão incluídos reforma, ampliação e modernização da infraestrutura dos aeroportos.

O Pará é o segundo maior Estado do país, com extensão de mais de um milhão e duzentos mil quilômetros quadrados, dividido em 144 municípios. Sua população ultrapassa os sete milhões de habitantes. “São aeroportos que beneficiarão diversas regiões do Estado, fortalecendo a aviação regional e trazendo alternativas aeroviárias para a população em locais estratégicos do Pará que não têm essa estrutura. Dessa forma, os municípios e regiões poderão se interligar entre si e com as demais regiões do país”, destaca Helder.
O ministro cita o exemplo de Redenção, município estratégico no sul do Pará. “Quem quiser sair de Redenção para outra cidade fora do Pará precisa se deslocar para a cidade de Palmas, no Tocantins, ou descer para Marabá”.O ministério planeja construir outro aeroporto regional na região do Marajó, além do existente em Breves. Helder sugeriu que a obra seja realizada no município de Soure, atendendo dessa forma as duas pontas do arquipélago. “Isso se justifica tendo em vista a relevância turística de Soure, que também é a principal cidade da região marajoara”, lembra o ministro paraense.
Helder também sugeriu a prioridade para a construção do aeroporto de Castanhal, que funcionará como uma importante alternativa para a região nordeste paraense e, futuramente, para a região metropolitana dentro de alguns anos. “Dentro de uma década ou um pouco mais deveremos ter a junção da Região Metropolitana de Belém com Castanhal, tendência que ocorre em outras regiões metropolitanas brasileiras, como Campinas, em São Paulo, onde está localizado o aeroporto de Viracopos, um dos principais do país; e Confins, em Minas Gerais”, diz Helder. Tanto em Castanhal como em Soure ainda não há sítios aeroportuários definidos, daí o pedido de prioridade na inclusão feito por Helder.
Eliseu Padilha disse ao ministro da Pesca que deseja atender aos pleitos apresentados e que quer vir ao Pará junto com Helder para lançar o primeiro projeto, que ocorrerá em Itaituba, na região do Tapajós. “O ministro da Aviação fez questão de que eu transmitisse ao povo do Pará que o ministério e o governo federal, através da presidente Dilma, vão priorizar esse projeto em razão da grandiosidade do nosso Estado e da necessidade de alavancar o nosso modal de transporte aéreo para interligar as regiões”.
Dos aeroportos previstos, 14 serão administrados pelas prefeituras: Almeirim, Breves, Cametá, Conceição do Araguaia, Itaituba, Jacareacanga, Monte Alegre, Novo Progresso, Oriximiná, Ourilândia do Norte, Paragominas, Redenção, Santana do Araguaia e São Félix do Xingu. Dom Eliseu, Oriximiná, Porto de Trombetas, Rurópolis e Tucuruí ainda estão em processo de regularização. A Infraero ficará responsável pela administração de quatro aeroportos: em Altamira, Marabá, Parauapebas e Santarém.
Com o investimento do governo federal, o Pará contará com um serviço de qualidade, que conseguirá atender o crescimento da demanda das três grandes áreas do Estado, o nordeste, sudeste e oeste paraense. 
“Com certeza essas obras representarão um marco na vida dos paraenses. Nossos aeroportos estarão preparados para receber muito bem a população do Pará. Os brasileiros poderão ficar orgulhosos do nosso Estado e do Brasil que estamos construindo”, diz Helder.
(Diário do Pará)
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