segunda-feira, 9 de março de 2015

PMDB aciona deputado Edmilson Rodrigues por quebra de decoro

Edmilson Rodrigues bate-boca com Hugo Motta
Deputado paraense bateu boca com o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB)

O PMDB entrou com uma representação contra o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) por quebra de decoro parlamentar após o bate-boca entre o parlamentar paraense e o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB) na última quinta-feira (5).
O embate entre os parlamentares começou depois que Motta anunciou que criaria quatro sub-relatorias para conduzir as investigações.
A representação foi apresentada pelo deputado Daniel Vilela (PMDB-GO) e outros integrantes do partido. O pedido foi recebido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e repassada para a Corregedoria da Câmara, que vai analisar se o caso justifica a quebra de decoro.
Em nota oficial, o deputado paraense disse que recebeu a notícia da representação com muita ‘indignação’. Para o parlamentar ‘esta é uma tentativa da Cúpula da Câmara de calar o nosso partido diante de nossa intransigência em defesa da ética’. O deputado diz ainda que não houve quebra de decoro. ‘Vários deputados tentavam pedir a palavra enquanto os microfones estavam desligados. Disse, então ao presidente, “não amoleque esta CPI”. O que houve foi um desrespeito do presidente com os deputados membros da CPI. O que há por trás desta atitude autoritária do presidente é inviabilizar a investigação de forma rigorosa, como pretendemos’, rebateu.
Edmilson disse ainda que o PMDB tenta intimidar o PSOL com a representação. ‘Seguiremos nesta CPI e na Câmara atuando para que as investigações sejam rigorosas’, finalizou. Leia a nota na integra:
“Não iremos recuar”, afirma deputado Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) em resposta à representação do PMDB
É com muita indignação que recebemos a notícia, nesta tarde (6/3), de que o PMDB entrou com representação na Corregedoria da Câmara por quebra de decoro parlamentar contra mim e meu companheiro, o deputado Ivan Valente (PSOL/SP). Esta é uma tentativa da Cúpula da Câmara de calar o nosso partido diante de nossa intransigência em defesa da ética. Está é uma ação defensiva de quem tem que se explicar; uma atitude desesperada daqueles suspeitos de participação nos ilícitos da Lava Jato, como já vem sendo denunciado pela imprensa.
O que houve ontem (5/3) na CPI foi uma reação legítima frente a postura autoritária do presidente, o deputado Hugo Motta (PMDB/PB), que desrespeitou o regimento. Nosso dever enquanto parlamentares membros da CPI era de exigir que ele fosse cumprido e que as indicações das subrelatorias fossem discutidas em plenário. Nós, deputados do PSOL, ficamos de fora dessa decisão frente o autoritarismo de Hugo Motta.
Não houve quebra de decoro. Vários deputados tentavam pedir a palavra enquanto os microfones estavam desligados. Disse, então ao presidente, “não amoleque esta CPI”. O que houve foi um desrespeito do presidente com os deputados membros da CPI. O que há por trás desta atitude autoritária do presidente é inviabilizar a investigação de forma rigorosa, como pretendemos.
Nosso papel, parlamentares do PSOL nesta CPI, é de investigar empresas corruptoras e corruptores com elas envolvidos com toda rigorosidade que o povo brasileiro exige e merece. Essa representação do PMDB é uma tentativa de intimidar o nosso partido e não prosperará. Seguiremos nesta CPI e na Câmara atuando para que as investigações sejam rigorosas.
Atenciosamente,

Edmilson Rodrigues,

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