terça-feira, 12 de abril de 2016

Impeachment: segurança é reforçada dentro e fora do Congresso

O governo do Distrito Federal e a direção da Câmara dos Deputados reforçaram a segurança na Esplanada dos Ministérios. A votação desta segunda-feira (11) é só o começo de uma longa semana política. Mudaram o ritmo e a rotina. Funcionários, jornalistas tiveram que encarar fila para passar no raio x.
E nem todo mundo que entrou conseguiu trânsito livre. Algumas áreas dentro do prédio estão restritas. Há barreiras por toda parte. Visitas estão suspensas.
Até o fim de semana, quando o plenário da Câmara deve votar o parecer sobre o impeachment, a segurança será ainda mais rígida, dentro e fora do Congresso.
A partir da meia-noite de quinta-feira (14) - zero hora de sexta-feira (15) - todo o entorno dos Três Poderes ficará isolado. Será proibido o acesso ao gramado e ao espelho d’água em frente ao Congresso; aos dois ministérios ao lado, o da Justiça e o Itamaraty; e às imediações do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto.
A calçada onde estão as bandeiras dos estados será o limite entre os manifestantes e o Congresso. Nos dias de votação sobre o impeachment, ninguém poderá passar desta linha.
E já tem muita gente acampada na capital. Mas se depender da polícia, os dois grupos, a favor e contra o impeachmet, deverão ficar bem longe um do outro.
O palco externo desta semana cheia de expectativas é, como sempre, a Esplanada dos Ministérios. Mas não será um território aberto. Já está tudo demarcado. Um lado foi reservado aos defensores do impeachment, o outro lado ficou para os contrários ao impeachment. No canteiro central, ficará a polícia, de prontidão para evitar confronto.
O ponto de concentração dos governistas será o teatro nacional; o dos oposicionistas, a Catedral.
Os manifestantes estarão apartados a uma distância de 80 metros e a vigilância de policiais civis, militares, bombeiros e, se preciso for, da Força Nacional.
É o cenário de uma grande arena. Com um muro de metal de dois metros de altura, que já está sendo chamado de “Muro do Impeachment".


Reações:

0 comentários: