segunda-feira, 4 de abril de 2016

Operação no Pará reprime garimpos clandestinos no entorno de Terra Indígena

A Polícia Federal em Santarém, com o apoio do Ministério Público Federal, da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Departamento de Saúde Especial Indígena, deflagrou nesta quinta-feira, 31 de março, a operação Dakji, que tem como objetivo reprimir atividade clandestina de garimpo no entorno da Terra Indígena Zo’é, situada no município de Óbidos, oeste do Pará.


Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, dois mandados de condução coercitiva e um mandado de prisão temporária em Santarém e Itaituba. Os mandados foram expedidos pelo juiz titular da 2ª Vara da Justiça Federal em Santarém em desfavor de pessoas envolvidas com atividade garimpeira nas proximidades da área indígena.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão em Santarém foram apreendidas diversas armas de fogo, acessórios e munições, o que gerou duas prisões em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

A operação conta também com incursões em garimpos existentes no entorno da Terra Indígena Zo’é realizadas com apoio de dois helicópteros e um avião da Polícia Federal.


Até o final da tarde desta quinta-feira haviam sido presos três garimpeiros em flagrante delito por crime ambiental e haviam sido destruídos, pelo Ibama, três motobombas, equipamentos utilizados para extração ilegal de minérios. No início da noite a operação ainda estava em andamento, com possibilidades de novas prisões e outras medidas a serem adotadas pela Polícia Federal e Ibama.

Dakji, nome da operação, significa “sem medo” na língua Zo’é e faz referência à constatação de que a atividade ilegal ora reprimida estava causando, além de impactos ambientais, bastante temor nos indígenas, poluição dos rios, prejuízos à cultura indígena, transmissão de doenças e fundado receio da prática de violência contra este povo indígena que são conhecidos como um dos povos mais isolados e preservados da Amazônia.

As informações foram publicadas pela Comunicação Social da Polícia Federal no Pará.

Fonte: MPF
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