quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Líderes de facções em Roraima vão para presídio federal

Os 16 detentos serão enviados para o presídio de segurança máxima em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Dez presos ainda estão desaparecidos após a rebelião

 O governo federal informou nesta terça-feira que 16 líderes das facções criminosas que atuaram na rebelião do último domingo na penitenciária de Boa Vista serão enviados para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. A situação penitenciária ainda é instável. Após a rebelião, que deixou pelo menos dez mortos, uma nova contagem apontou que dez detentos ainda estavam desaparecidos – partes de corpos ainda eram retiradas do local, onde houve mutilações e decapitações durante a rebelião. Todos os mortos seriam do Comando Vermelho, que dominava 10% do presídio. As execuções teriam sido ordenadas pelo PCC.
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciou a liberação de 2,2 milhões de reais para o sistema prisional e o envio de homens do Departamento Penitenciário Nacional. O Estado ainda pediu a construção de mais um presídio em Boa Vista. Já o Ministério Público de Roraima solicitou à Procuradoria-Geral da República que o governo federal intervenha no sistema.
Já em Porto Velho, os atritos entre PCC e CV resultaram em oito mortes e na destruição de todo um pavilhão da Penitenciária Estadual Ênio dos Santos Pinheiro. Os 250 presos que lá se encontravam foram transferidos nesta terça-feira para outras unidades – Urso Branco e Urso Pimpão, presídio inaugurado na semana passada. Parte ainda é mantida no Pavilhão A do próprio Ênio Pinheiro.

(Com Estadão Conteúdo)

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