quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump vence e se consolida como presidente dos EUA

O empresário Donald Trump, do Partido Republicano, surpreendeu o mundo ao garantir os 270 votos necessários para se eleger o 45° presidente dos Estados Unidos.
A vitória vem depois de meses de uma corrida eleitoral escandalosa e uma apuração disputadíssima contra a democrata Hillary Clinton. O sucessor de Barack Obama assumirá a liderança da maior potência do mundo no dia 20 de janeiro de 2017.
Reação de Hillary
Derrotada, Hillary Clinton, por meio de seu porta-voz John Podesta, disse que não falará por enquanto, atrasando a realização do tradicional discurso de concessão no qual o candidato vencido que reconhece os resultados do pleito. Em discurso após vitória, Trump disse que democrata ligou para parabenizá-lo.
A DISPUTA: A vitória de Trump encerra uma das campanhas mais polarizadas da história recente dos Estados Unidos. A campanha foi marcada por acusações mútuas, envolvendo a vida pessoal dos candidatos e atingiu o auge quando um vídeos, de 2005, mostrava o candidato do Partido Republicano usando palavras desrespeitosas para se referir às mulheres. O resultado eleitoral surpreende proque contraria as últimas pesquisas que mostraram Hillary Clinton com ligeira folga na liderança da corrida eleitoral.
Os mercados financeiros desabaram em todo o mundo com a notícia da vitória de Donald Trump. O índice Nikkei do Japão caiu mais de 800 pontos, ou seja quase 5%. O índice da bolsa de Hong Kong perdeu 650 pontos, ou 2,8%. Enquanto isso, o peso mexicano – que já apresentava um comportamento frágil quando o candidato republicano subiu nas pesquisas durante a campanha – agora caiu para um mínimo de oito anos, de acordo com a agência de notícias Bloomberg. As aplicações financeiras estão se transferindo para o ouro. O peso mexicano está em queda livre.
Algumas emissoras de televisão nos Estados Unidos mostraram a população mexicana, em praças públicas, acompanhando com preocupação e tristeza a evolução da contagem de votos e já pressentindo a vitória de Donald Trump. O México foi um dos principais alvos dos ataques de Trump ao longo da campanha. Em agosto de 2015, ele defendeu a construção de um muro na fronteira com o México, financiado pelo governo mexicano, para evitar a entrada nos Estados Unidos de imigrantes ilegais e traficantes.
Em setembro de 2016, na tentativa de fazer uma política de boa vizinhança, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, convidou o candidato Donald Trump para visitar o país. Trump aceitou o convite e se comportou como chefe de nação e não como candidato, ocupando o centro das atenções do cerimonial mexicano e colocando Peña Nieto em segundo plano. A visita de Trump acabou sendo um constrangimento para o presidente mexicano, que recebeu muitas críticas da oposição.

(Com informações do Portal Exame)

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