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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Crise em Natal se acirra com ataques nas ruas

Ônibus são incendiados, e delegacias de polícia são alvos de tiros na capital potiguar. Polícia investiga se atos têm relação com rebelião em Alcaçuz e guerra de facções. Novo motim em cidade próxima deixa um morto.Uma onda de ataques teve início no Rio Grande do Norte nesta quarta-feira (18/01), quando pelo menos 11 ônibus, dois micro-ônibus, um carro do governo, cinco viaturas da polícia, duas delegacias e um prédio de uma secretaria de Saúde foram alvos de atos criminosos. No mesmo dia, outro motim deixou um morto e sete feridos em um presídio de Caicó, a cerca de 250 quilômetros da capital.A polícia investiga se os eventos têm alguma relação com a recente rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal, já que a maior parte dos ataques aconteceu no mesmo momento em que o Batalhão de Choque da PM fazia a transferência de 220 presos da prisão de Alcaçuz para outro presídio do estado.
A remoção acontece depois que o complexo foi palco de uma rebelião que deixou 26 mortos no fim de semana, 15 deles decapitados.Durante a tarde, pelo menos duas delegacias foram alvejadas em Natal e diversos veículos foram incendiados na capital e nas cidades de Macau, Parnamirim e Caicó.Diante da situação nas ruas, a frota de ônibus da capital potiguar foi recolhida, e a prefeitura determinou que táxis e outros veículos credenciados façam o serviço de lotação para suprir a demanda. Até o momento, não há informação sobre feridos.Também nesta quarta-feira, detentos da Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó, iniciaram uma rebelião no presídio. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, um detento foi morto e sete ficaram feridos.
Pela noite, presos depredavam a estrutura dos pavilhões e queimavam colchões. De acordo com o órgão, a situação já foi controlada.Conforme informações do jornal O Globo, o governo do RN decidiu negociar com o PCC para tentar retomar o controle da penitenciária de Alcaçuz. Para isso, uma delegada da Polícia Civil e um oficial da Polícia Militar teriam sido designados para conversar com criminosos com o objetivo de evitar novo confronto com o Sindicato do RN, bando local rival da facção paulista.

Fonte: Uol
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