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sábado, 21 de janeiro de 2017

"Só depois do relator", diz Temer sobre escolha de sucessor de Teori

O presidente da República, Michel Temer, informou neste sábado (21) que irá escolher o novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), posto deixado após a morte de Teori Zavascki, somente depois que a corte definir a relatoria da Operação Lava Jato.
"Só depois do relator", disse o presidente ao ser questionado por um jornalista.
Temer fez um pronunciamento breve no velório de Teori Zavascki, que acontece na sede do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) em Porto Alegre.
Pelo regimento do STF, a escolha de um relator para substituir o ministro, que morreu num desastre aéreo na quinta-feira (19), pode se dar por sorteio entre os ministros da mesma turma ou por consenso entre o plenário do tribunal.
Rodrigo Souza/Futura Press/Estadão Conteúdo

Cortejo acompanha chegada do corpo do ministro do STF, Teori Zavascki
Homenagem
Minutos antes, Temer prestou homenagem a Teori e foi fotografado ao lado do caixão. Depois de deixar o velório, o presidente se dirigiu à sala de imprensa, onde declarou: "É uma perda lamentável para o país. O ministro Teori é um homem de bem. O país precisa cada vez mais de homens com competência moral e profissional como a do ministro Teori. Que Deus o conserve também em nossa memória e na memória dos brasileiros como exemplo a ser seguido."
Temer chegou à sede do TRF por volta de 13h20. Depois de abraçar um dos filhos do ministro, Francisco, o presidente fez o sinal da cruz e postou-se ao lado do caixão, ficando alguns minutos em silêncio.
Minutos antes da chegada do presidente, a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, deixou o local onde se realiza o velório de Zavascki. Oficialmente, ela se deslocou para o hotel onde está hospedada para descansar. Temer e Cármen Lúcia não se encontraram no velório.
O presidente estava acompanhado dos ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, Osmar Terra, do Desenvolvimento Social e Agrário, Alexandre Moraes, da Justiça, e José Serra, das Relações Exteriores, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori.
Logo depois do pronunciamento, Temer deixou a sede do TRF e voltou à Base Aérea de Canoas para embarcar de volta a São Paulo, onde passa o fim de semana.
Após a manifestação de Temer, José Serra fez um pronunciamento. Segundo ele, a morte do ministro Teori Zavascki é "uma perda para a família e para todo o Brasil". Serra elogiou Teori, a quem chamou de "homem exemplar em todas as funções que exerceu em sua vida na área jurídica".

Relator dos processos da Operação Lava Jato na Supremo Tribunal Federal, Zavascki foi o terceiro ministro nomeado por Dilma Rousseff para a Suprema Corte, em 2012, depois dos ministros Luiz Fux e Rosa Weber. O ministro teve seu nome aprovado pelo plenário do Senado com 57 votos favoráveis e 4 contrários.
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