quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Terror em Manaus: fuga de presos, massacre e rebeliões assustam o Brasil

A crise no sistema prisional brasileiro e a falência no modo como os presídios são geridos atingiram o ápice no início de 2017. Desde domingo, #Manaus vive um verdadeiro cenário de horror com fugas de presos, #massacre entre facções e motins ameaçadores ao poder público. Na madrugada de segunda-feira, dia 2, uma rebelião no Complexo Penitenciário Jobim (Compaj) resultou em 56 mortes – o maior massacre em presídios brasileiros desde o Carandiru, em São Paulo, em 1992.
Antes disso, no domingo, a crise já havia sido conflagrada com a fuga de 87 presos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Brayan Bremer Quintelo Mota, um dos fugitivos, tirou sarro de todos aqueles que acreditam no poder público e no papel da cadeia. Como se nada tivesse acontecendo, o bandido bateu uma selfie e postou no seu perfil pessoal no Facebook, com a seguinte legenda: “Na fuga da cadeia”. Na imagem, ele aparece junto a um outro fugitivo, que não teve a identidade revelada.
Durante a tarde desta segunda-feira, mais terror: até o fechamento desta edição, não havia informações concretas sobre fugas, feridos ou mortes no novo motim realizado no estado, dessa vez tendo como palco o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). Em comunicado oficial, o governo informou que policiais militares impediram uma tentativa de fuga de um grupo detento na casa prisional, que tem uma incrível superlotação de 176%. A capacidade é de 568 presos, mas há 1568 internos, segundo dados da SEAP – Secretaria de Administração Penitenciária.
Entre as três rebeliões em menos de 24 horas em Manaus (fuga em massa no Ipat, massacre violento no Compaj e motim no CDPM), a que mais causou temor e apreensão no país inteiro foi a do Compaj, na madrugada de segunda-feira. Cenas brutais e chocantes já percorrem as redes sociais com imagens de internos decapitados e mutilados. Além dos 56 assassinados, outros 112 fugiram. Sérgio Fontes, secretário estadual de segurança, resumiu o conjunto de fatos como “o maior massacre prisional da história do estado de Amazonas”.
Ciente da gravidade do caso, o Governo Federal deslocou o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para Manaus. O objetivo da viagem, segundo o próprio ministério, é verificar a situação do Compaj, que registrou o sangrento motim na madrugada de domingo para segunda-feira. Presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e estupradores foram os principais alvos dos demais apenados. Segundo Fontes, secretário de segurança, quem comandou o massacre foram homens da Família do Norte (FDN), rival do PCC na guerra do tráfico.
A tendência é que Alexandre de Moraes ofereça a estrutura de presídios federais para eventuais transferências de presos, além da presença de homens da Força Nacional no Amazonas.

A BR-174, que liga Manaus a Roraima, abriga tanto o Compaj quanto o CDPM, O motim de domingo, que registrou a fuga de 87 presos do Ipat, tem relação, segundo as autoridades, com as outras duas rebeliões. “Foi mais um capítulo da guerra do narcotráfico”, resumiu o secretário de segurança Sérgio Fontes. #prisões
Por Blasting News
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