quarta-feira, 10 de maio de 2017

Apresentador de TV é acusado de mandar matar boto para exibir na Globo

Richard Rasmussen foi acusado de pagar para pescadores matarem boto e exibir as imagens no Fantástico


O biólogo e apresentador Richard Rasmussen foi acusado por um documentário de ter contratado pescadores para matarem um boto e, com as imagens, forjar uma matéria de denúncia no Fantástico. A informação é do site Catraca Livre.
Na reportagem de julho de 2014, o programa da TV Globo mostra imagens chocantes de pescadores matando um boto cor-de-rosa que seria usado como isca para a pesca da piracatinga.
Após ser cortado, descobre-se que o animal esperava um filhote.
Segundo o programa, os animais estavam sendo “mortos aos milhares”, mas o documentário “A River Below” trouxe uma versão diferente e, inclusive, que incrimina o apresentador.
O diretor do filme, Mark Grieco, viu as imagens e decidiu trazer o inicial projeto de documentário para o Brasil.
No entanto, ao chegar na Amazônia foi informado de que 

Richard Rasmussen foi acusado de pagar para pescadores matarem boto e exibir as imagens no Fantástico

Rasmussen teria pago R$ 100 para cada pescador que aparece nas imagens pegar um boto e matá-lo, produzindo as imagens exibidas no programa dominical, segundo o site Notícias da TV.
O biólogo não é identificado como responsável pelas imagens e negou o pagamento, mas confirmou ter participado da gravação ao mesmo site.
Rasmussen teria sido inclusive jurado de morte pela população local, já que a divulgação das imagens provocaram a proibição da pesca da piracatinga na época, que afetou os ganhos na região.
Procurada pela mesma reportagem, a TV Globo afirmou que “a TV Globo não foi procurada pelos autores do documentário e não teve acesso a ele. Como em toda a reportagem que coloca no ar, a Globo sabia quem era o responsável pelas imagens e tomou providências para checar a veracidade das informações.

O material foi cedido pela Ampa e, na gravação bruta, com o áudio ambiente, não havia nada que sugerisse qualquer irregularidade ou método ilícito na captação de imagens. Toda a estrutura em volta da captação e o comportamento dos pescadores mostravam que essa, para eles, era uma prática frequente, que desempenhavam com desenvoltura.”

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