sexta-feira, 29 de maio de 2015

Eleição nas escolas, oportunidade para os eleitos mostrarem serviço

A educação no município de Itaituba vive um momento conturbado. Ano passado houve o problema da falta de merenda nas escolas que se arrastou por todo o segundo semestre; agora em 2015 a SEMED teve o inicio das aulas tumultuado pela  greve dos professore, e por conta disso o calendário letivo terá que ser remendado e  com certeza isso vai se refletir no resultado final do trabalho.
E, é nesse cenário de insatisfação de parte da categoria por não ter conseguido repor nem a parte do salário corroído pela inflação que varias escolas da rede municipal de ensino se preparam para eleger novos diretores.
Podem votar professores, servidores da escola e pais de alunos que se cadastram junto à comissão eleitoral para ter o direito de participar do processo eleitoral como votantes.
A eleição direta para diretor é uma conquista do sindicato dos professores que vê nesse processo um avanço democrático no ambiente escolar. Em tese, a ideia é ótima, porque o diretor eleito pelo voto direto não fica exposto à perseguição política; além disso, a comunidade também é envolvida no processo e também em tese deveria ser mais participativa nas ações da escola.
A questão é  que alguns diretores depois de eleitos esquecem o compromisso que deveriam ter com a boa gestão e com a execução do projeto pedagógico da escola, mas para não contrariar aliados, passam a fazer vista grossa para muitas coisas que acontecem dentro da escola, em detrimento da melhoria da qualidade do ensino.
A estabilidade no cargo também colabora para a omissão de alguns diretores, o que explica os casos de violência ocorridos dentro da escola e isso acaba contribuindo para aumentar a evasão escolar e a consequente perda de clientela que tem feito o senso escolar encolher a cada ano. Somente nos últimos quatro anos a SEMED contabilizou quatro mil alunos a menos nas escolas municipais.
Quem consegue estabilidade num cargo público deve ter como foco a produtividade no seu trabalho, mas na prática não é isso o que ocorre pois a maioria das pessoas que entra para o serviço público começa a fazer uma contagem regressiva já pensando na sua aposentadoria.

Jornalista Weliton Lima, comentário veiculado no Focalizando de quinta-feira, 28/05/2015

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