Os
12 municípios incluídos no mapa do estado do Tapajós que não receberam
um único centavo de investimento em 2011 do governo Simão Jatene,
segundo levantamento do especialista em orçamento público Evaldo Viana.
1) Aveiro;
2) Brasil Novo;
3) Curuá;
4) Faro;
5) Juruti;
6) Óbidos;
7) Placas;
8 - Prainha;
9) Rurópolis;
10) Senador José Porfírio;
11) Trairão;
12) Vitória do Xingu.
1) Aveiro;
2) Brasil Novo;
3) Curuá;
4) Faro;
5) Juruti;
6) Óbidos;
7) Placas;
8 - Prainha;
9) Rurópolis;
10) Senador José Porfírio;
11) Trairão;
12) Vitória do Xingu.
Jatene, o aprofundamento da injustiçaBelém recebeu investimentos per capita de R$ 434 de Simão Jatene em 2011; e a região do Tapajós, em média, apenas R$ 60. Cidades como Aveiro e Faro não receberam um único centavo
por Evaldo Viana (*)

Neste ano, enquanto Belém
recebeu R$ 610 milhões de investimentos, cabendo a cada belenense, em
média, R$ 434,94, ao povo de nossa região foi destinado tão somente
apenas R$ 70,00 milhões, o que dá uma média de menos de R$ 60,00 reais
por habitante da região do Tapajós.
2011, início do governo
Jatene, esperava-se que essa secular injustiça cometida contra o nosso
povo fosse, senão definitivamente sanada com a esperada destinação de
investimentos na proporção do que é destinada a Belém, ao menos que
fosse amenizada e diminuída.
Como fomos tratados nesse primeiro
ano do governo Jatene? Houve, de fato, uma correção de rumo na desigual e
injusta destinação dos recursos do governo do Estado, ou o tratamento
atroz, perverso e discriminatório continuou o mesmo dos anos anteriores?
Vamos
aos números dos investimentos realizados nos 27 municípios do Estado do
Tapajós, extraídos e coletados da Secretaria de Planejamento e
Orçamento – SEPOF – do governo do Estado do Pará:
Segundo dados
oficiais do governo estadual, Belterra, município proporcionalmente
melhor contemplado na distribuição de recursos, recebeu de
investimentos estaduais, em 2011, R$ 3,91 milhões, o que dá uma média de
R$ 239,38 por habitante, representando o mais alto volume de
investimentos per capita na região. Fato esse devido principalmente aos
recursos empenhados ainda em 2010 pelo governo anterior.
Em
seguida vem Novo Progresso, com investimentos de R$ 1,59 milhões, média
de R$ 63,24 por habitante; Jacareacanga, que recebeu R$ 689.031,44,
média de 49,08/habitante; Oriximiná, contemplado com investimentos
estaduais da ordem de R$ 1,67 milhões, média de R$ 26,55 por habitante, e
Itaituba, que recebeu R$ 2,33 milhões de investimentos, o que dá uma
média de R$ 23,91 para cada itaitubense.
Municípios
que receberam investimentos per capita entre R$ 20,00 e mais de R$
10,00 foram Altamira, contemplada com R$ 17,46/habitante; Santarém, com
investimentos estaduais de R$ 17,36/habitante; Alenquer, que recebeu R$
17,31/habitante; e Monte Alegre, que recebeu menos de R$ 700.000,00,
correspondendo a R$ 11,52 por habitante.
Um breve pausa para
lembrar ao leitor que a categoria de despesas denominada investimentos,
que é o que estamos tratando nesse artigo, correspondem ao que se gasta
na aquisição de bens duráveis, construção de escolas, hospitais, compra
de ambulâncias, viaturas de polícia, construção de pontes e, entre
outras, pavimentação de rodovias estaduais.
Isso quer dizer que
quanto maior o investimento realizado num município, melhor a qualidade
de vida e os benefícios usufruídos pelo seu povo.
Se não há
investimentos, ou se estes são muito baixos, a conseqüência é que o povo
acaba não tendo acesso a bens ou equipamentos essenciais para uma
qualidade de vida satisfatória.
Voltando agora ao grupo de
municípios que receberam entre R$ 4,00 e R$ 9,00 por habitante. Nesse
grupo estão Prainha, que recebeu em 2011 apenas R$ 6,82 por habitante;
Terra Santa, com R$ 8,60 de Investimentos por habitante e Uruará, com
míseros R$ 4,61 de investimentos por habitante.
Entre os
municípios que receberam de Investimentos entre R$ 0,01 a R$ 0,031,
estão Medicilândia, contemplado com R$ 870,00, que divididos por 27.442
habitantes dá uma média per capita de R$ 0,03; e Almeirim, que recebeu
em 2011 miseráveis R$ 440,00 para 33.665 habitantes, com média per
capita de R$ 0,1.
Se bem reparar, o leitor deve ter notado que já
mostramos os investimentos por habitante de 14 municípios da região do
Tapajós (Estado do Tapajós).
Como somos 27, ainda faltam 13
municípios e é de se notar que os grupos estão ordenados de forma
decrescente de investimentos per capita e também deve ter percebido que o
último grupo recebeu entre um centavo (R$ 0,01) e três (R$ 0,03). E os
demais, quanto receberam então?! Será que não mereceram a esmola de pelo
menso um centavo de investimentos?!
É isso mesmo! Simão Jatene, o
governador que fala em justiça social, em diminuição das desigualdades
regionais, em diminuir a distância entre pobres e ricos, em promover o
desenvolvimento das regiões abandonadas, em minimizar o sofrimento e a
dor do povo, em distribuir de forma justa e igualitária os recursos
produzidos a partir do árduo e duro trabalho de cada um de nós; esse
governador, em 2011, numa clara e inequívoca demonstração de desprezo e
menosprezo por nossa região, entendeu por bem que Aveiro, Brasil Novo,
Curuá, Faro, Juruti, Óbidos, Placas, Prainha, Rurópolis, Senador José
Porfírio, Trairão e Vitória do Xingu não merecem sequer um centavo de
investimentos do governo do Estado.
E quem merece, na límpida e cristalina visão e apurado senso de justiça do governador Simão Jatene?!
Belém!!
Quanto Belém recebeu de investimentos em 2011? Resposta: R$ 110,30 milhões.
Na
seqüência, abordaremos a presença, ou melhor, ausência, das diversas
secretarias estaduais nos 27 municípios do futuro Estado do Tapajós.
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