

Após a divulgação de que Melgaço, na Região das Ilhas, tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do país, o prefeito Adiel Moura disse ontem que agora é preciso trabalhar e “correr atrás de recursos” para melhorar o quadro da educação e saúde municipal.
Adiel Moura disse ainda que a localização geográfica do município também dificulta a educação das crianças que residem às margens dos rios e precisam se deslocar para a cidade. “Muitos que estão na faixa etária de 15 a 20 anos largam os estudos para ingressar no mercado de trabalho, ou até mesmo na pesca e na lavoura, já que suas famílias são de baixa renda e precisam ter um emprego para se sustentar”, alegou o prefeito.
Confrontado com os números do Índice de Desenvolvimento Humano que colocam municípios paraenses entre os últimos colocados (Melgaço), o governador Simão Jatene admitiu ontem que os dados não chegam a surpreender. Ele evitou anunciar medidas emergenciais para reverter o quadro, mas disse que são necessárias “medidas estruturais”, entre elas o chamado pacto pela educação.
O desafio não será pequeno. Em Melgaço, por exemplo, 50% da população não sabe ler ou escrever. Com 24 mil habitantes, a cidade tem menos de mil vagas no ensino médio. Isso significa que, além de melhorar a qualidade será necessário ampliar o acesso às salas de ala.
Além de Melgaço, que foi o lanterna no ranking nacional com IDH 0,418, o Parátem outros municípios entre os piores IDHs do Brasil. No Marajó, os piores resultados foram também Chaves (0,453), Bagre (0,471), Portel (0,483), Anajás (0,484), Afuá (0,489), Curralinho (0,502) e Breves (0,503), todos na lista dos 50 piores índices do Brasil.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que o Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios, divulgado ontem, aponta que o desafio do país agora é melhorar a qualidade do ensino.
(Diário do Pará)
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