Grupo cercou comandante da região central durante confusão após ato.
Vídeo veiculado no YouTube mostra chutes e outras agressões contra PM.
O vídeo, intitulado “Coronel Da Policia Militar é Agredido em São Paulo 25/10/13”, é possível ver o coronel sendo cercado por um grupo. Mascaradas, algumas pessoas o agridem com pedaços de madeiras e chutes. O comandante tenta se desvencilhar dos agressores e corre. Não é possível identificar o nome do autor da postagem do vídeo do YouTube, que pode ser visto na íntegra acima.
A agressão ocorreu no Terminal Parque Dom Pedro após um tumulto generalizado durante a manifestação convocada pelo Movimento Passe Livre (MPL). O ato reivindicava tarifa zero no transporte públicos e a volta de linhas de ônibus extintas na periferia. O MPL disse que o ato que encerrava a "Semana de Luta por Transporte Público" reuniu 4 mil pessoas. No começo do ato, a PM estimou em 600 o total de participantes.
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Roubo de armaDurante a agressão, o coronel da PM teve a sua pistola .40 e um rádio comunicador roubados, segundo nota da PM. O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Maurício Souza Blazeck, disse ao G1 que aos menos duas pessoas foram presas suspeitas da agressão ao oficial. A Secretaria da Segurança Pública informou que um soldado que auxiliava e dirigia o carro do coronel no momento da confusão também ficou ferido. É ele que aparece em fotos (como a veiculada acima) com uma arma na mão.

Os detidos estão no 2º Distrito Policial e foram indiciados por tentativa de homicídio e associação criminosa. Segundo o comandante da PM, coronel Benedito Roberto Meira, os presos são: Paulo Henrique Santiago dos Santos e Rafael Martins de Oliveira Matta. A equipe de reportagem não conseguiu localizar os advogados dos suspeitos para comentarem o assunto. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Paulo tem 24 anos e é comerciário.
No total, 92 pessoas foram detidas e levadas para delegacias após a confusão. Apenas os dois suspeitos de participar da agressão ao coronel continuavam presos neste sábado.

protesto em SP (Foto: Nelson Almeida/AFP)
O tumulto começou no início da noite, após uma passeata pacífica que percorreu ruas da região central de São Paulo. Quando o grupo chegou ao Terminal Dom Pedro II, invadiu o espaço reservado aos passageiros e algumas pessoas iniciaram a depredação.
Mascarados danificaram 15 caixas eletrônicos, colocaram fogo em um ônibus e destruíram os vidros de outro. Vários coletivos foram pichados e grades e bilheterias, quebradas. O terminal precisou ser fechado por causa da confusão.
A PM divulgou nota neste sábado para informar que foram quebrados dentro do terminal: orelhões, extintores, catracas, 15 caixas eletrônicos, bilheterias, banheiros e quiosques. Mascarados roubaram cerca de R$ 1,5 mil de uma cabine que vendia cartões telefônicos.
Na região da Rua 25 de Março, portas de todas as lojas foram amassadas na Ladeira General Carneiro com a Praça Manoel da Nóbrega. Na loja Ibis, os vidros quebrados e paredes pichadas. Agências bancárias, como Santander, HSBC, Bradesco, Itaú e Safra, além da Defensoria Pública e Edifício Cidades também tiveram os vidros quebrados.
Na Rua Álvares Penteado, foram quebrados os vidros da Subprefeitura Sé e do Magazine Luiza. Na Rua Rangel Pestana, o banco Santander também teve os vidros quebrados. A AES Eletropaulo, na Rua Tabatinguera, foi pichada. Diversas lixeiras e orelhões foram destruídos.

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