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sábado, 23 de novembro de 2013

Assassino confesso de Boboya já está no presídio

O assassino chegando à delegacia


Na chegada no porto da balsa, Leandro
sendo escoltado pelos policiais.
A equipe de policiais capitaneada pelo delegado Alexandre Napoleão Sant’Ana, diretor da 19ª Secional Urbana de Polícia Civil, apresentou na noite desta sexta feira (22), o elemento Leandro Coelho, que na noite do dia 22 de outubro, exatamente a 30 dias, assassinou de forma fria e covarde o produtor de mídia e eventos Antonio Rhaydson Feitosa Costa, popularmente conhecido em Itaituba por Boboya Show. Com a divulgação da prisão do elemento, desde a tarde de hoje, profissionais de imprensa e inúmeras pessoas estiveram na frente da seccional aguardando pela chegada do assassino confesso, o que não aconteceu.
Leandro foi preso na tarde de ontem, quinta feira (21) em um garimpo localizado no interior do município de Oriximiná e chegou por volta do meio dia a Santarém escoltado pela equipe de Napoleão Sant’Ana.
Eram precisamente 13 horas quando o acusado chegou ao quartel doGTO, Grupamento Tático de Operações. Onde a imprensa local já estava e registrou a chegada do foragido da justiça.

Segundo o diretor da Seccional de Itaituba, depois de mais de 30 dias de investigações o elemento foi localizado no garimpo denominado de "Garimpo Pirarara", localizado na região da selva de Oriximiná entre o Quilombo Cachoeira da Pancada e Aldeia Indígena Zoé.
O povo em vigília na seccional
Napoleão Sant’Ana falou que a morte do profissional de imprensa irritou a sociedade itaitubense e que algumas pessoas começaram até a promover ataques pessoais contra o delegado pelas redes sociais, rádio e televisão. "Falavam que eu não estava investigando o caso, mas a resposta que eu tenho para essas pessoas apressadas e, de certa forma, irresponsáveis, que falaram de mim através dos meios de comunicação, está aqui. É o trabalho, é o indivíduo preso e a força do Estado do Pará, a força da Secretária de Segurança Pública, toda ela colocada para dar uma resposta não só a categoria dos profissionais de impressa, mas também a toda sociedade de Itaituba e do Estado do Pará". Disse o delegado visivelmente irritado.

Chegada à Itaituba – Eram por volta das 20h30, quando escoltado pelo delegado Alessandro Napoleão e o escrivão Haroldo, Leandro Coelho desembarcou no porto da balsa em Itaituba, onde informados pelos pela população, a imprensa já se encontrava no local e registrou os detalhes da chegada, com o delegado solicitando a todos para se dirigirem a delegacia para uma coletiva.
Ao chegar na delegacia e ver o aglomerado de pessoas, o delegado solicitou calma a todos para que não viesse acontecer algum problema que provocasse um desfecho desagradável na chegada do assassino.
Coletiva - Na sala do delegado, Leandro Coelho falou a imprensa, quando a exemplo do que já havia feito ao delegado e a imprensa santarena, voltou a confessar a autoria do assassinato, afirmando ter cometido o crime por estar sendo ameaçado pela vítima, mas nunca registrou alguma ocorrência sobre o caso agora argumentado, nem tampouco soube explicar qual tipo de ameaça era feita pela vítima, se limitando a dizer que não eram ameaças de morte e preferindo jogar a culpa em sua ex companheira, que segundo ele, vivia lhe ligando e dizia para Boboya que era Leandro quem ligava.

O assassino e os policiais Após a coletiva
De acordo com o assassino, na noite do crime Boboya teria lhe passado uma mensagem via celular convidando-o para ir à residência de Camarguinho, mas que não aceitou o convite por já estar zangado com a vítima. “Ele me mandou uma mensagem e como eu não sabia quem era, eu liguei pra ele. Ele me falou pra eu ir na casa do Camarguinho 10 horas e eu não fui não. Já tava zangado com ele faz tempo...”

Perguntado como foi sua atuação no crime, Leandro respondeu: “Eu fui lá e ele não conversou não. O menino chamou ele e eu atirei nele.”

Leandro negou haver postado alguma coisa na rede social, que alguém teria postado sua foto no caixão após o crime e sobre sua fuga, disse não ter tido ajuda e que fugiu sozinho no seu carro para uma fazenda próximo a cidade, mas não quis falar como chegou a Santarém, nem quem fretou o avião para lhe conduziu até Oriximiná.
Questionado o porquê de sempre suas pendências com tiros e facadas, o assassino surpreendeu a todos ao responder friamente que tal reação faz parte de seu instinto natural, entretanto, apesar de tal afirmação, não se acha uma pessoa perigosa para a sociedade, mas deixou entender que dependendo da ameaça pode voltar a tirar a vida de outra pessoa. Leia o trecho de tal afirmação:

_Porque você sempre resolveu suas situações com tiro, com faca? Questionei. “Porque o meu instinto é esse.” Respondeu o assassino. Surpreso com a resposta, voltei a perguntar: _ O seu instinto é esse? "É esse.” Diante da confirmação, argumentei: _ Então você se considera uma pessoa perigosa para ficar solta na sociedade. “Não, não sou perigoso não, depende da ameaça”.

Após a coletiva que você acompanha integralmente neste sábado, inclusive com o delegado Alessandro Napoleão, Leandro foi conduzido e recolhido no presídio de Itaituba.
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