sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

OURO DE TOLO: DO BAMBURRO AO BLEFO GARIMPO REMANSO DOS MACACOS NÃO PASSOU DE ILUSÃO.

Antes...(Foto Blog do peninha)

Raul Seixa cantou em um dos seus versos o falso brilho do Ouro de tolo.   Do sonhado bamburro restou o pesadelo do blefo e o que surgiu em pleno estado de euforia como mais uma promissora ”Fofoca” acabou precocemente deixando atrás um rastro de desolação.

 
Depois...(foto Blog do peninha)
No afã de enriquecer da noite pro dia muitos se aventuraram comprando equipamentos e instalando sua balsa no garimpo remanso dos macacos na região do Periquito.  

Teve garimpeiro que ficou endividado em mais de cem mil reais no comércio em Itaituba.   A nova corrida do ouro atraiu pessoas de Rondônia, Roraima, Amazonas, do Sudeste, Nordeste do Brasil e de várias regiões do Pará que apostavam num
cenário de desolação com fracasso na exploração
sonho fragmentado com desmanche da Balsa
iminente bamburro.

 No frenesi do “Ouro de tolo”as margens do Rio Tapajós chegou a flutuar cerca de 80 balsas. Hoje o cenário é de completa desolação, restando ainda cinco heróicos 5 utópicos garimpeiros que ainda acreditam que vão conseguir extrair ouro em quantidade expressiva. 

 

Quando a corrida do ouro foi iniciada eram extraídas de 100 a 120 gramas por dia, mas essa quantia foi exaurindo atingida a pífia marca de duas gramas apenas, aonde teve um garimpeiro que investiu sessenta mil e extrai  relés 15 gramas. 

Muitos já planejavam implantar, bares, cabarés, enfim pela movimentação parecia que iríamos viver uma nova etapa de bamburro como foi comum nas décadas de 80 e 90.  

Com o blefo a área explorada virou um cemitério de motores, mangueiros e outros equipamentos abandonados pelos sonhadores garimpeiros traídos pelo afã da riqueza fácil. 

Avaliando o episódio o vereador Luiz Fernando Sadeck dos Santos - Peninha, disse que de fato alguns se precipitaram e a região já estava causando polêmicas pela quantidade súbita de exploradores de ouro que se dirigiram para o garimpo.  Peninha esteve várias vezes no garimpo dando apoio aos garimpeiros que em sua maioria eram de outras e regiões e uma parte aqui de Itaituba.  

A primeira fofoca da corrida do ouro em Itaituba ocorreu em 1958 no chamado Rio das Tropas localizado em Jacareacanga na época ainda pertencendo ao território Itatubense tendo na figura de Nilçon Pinheiro seu pioneiro explorador.  A marca histórica da região do Tapajós que já foi considerado o maior centro de exploração aurífera do mundo dessa vez se tornou um fiasco.

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