Postagem em destaque

Helder deve ser julgado nesta quinta-feira pelo TRE

Ministro é acusado de abuso de uso indevido dos meios de comunicação O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), dever...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Crianças de 6 a 10 anos estudarão ideologia de gênero em livros do MEC


Crianças de escolas públicas e privadas que estudarem com os livros didáticos/2016 do MEC para a primeira fase do Ensino Fundamental serão informadas sobre arranjos familiares de gays e lésbicas, com adoção de filhos. Elas tomarão conhecimento também de bigamia, poligamia, bissexualismo e transsexualismo. Aprenderão a observar melhor os próprios corpos e os corpos dos outros através de exercícios em sala de aula, orientados pelo livro didático. Os livros também lhes dirão das doenças sexualmente transmissíveis e dos mais diferentes métodos anticonceptivos. A ministração desses conteúdos se inicia já no 1º ano, com alunos de 6 anos de idade e, numa gradação de complexidade, estende-se ao 5º ano, quando os alunos têm 10 anos. 
A estratégia pedagógica obedece ao princípio da repetição exaustiva do conteúdo. Durante o mesmo ano letivo o aluno ouvirá, lerá e fará exercícios seguidas vezes sobre esses assuntos com professores e disciplinas diferentes: Geografia, Ciências, História, Ciências Humanas e da Natureza, etc. O discurso único na diversidade de disciplinas e professores confere maior credibilidade ao conteúdo. Além das aulas expositivas, os próprios livros encaminharão os alunos para atividades complementares sob a orientação dos professores como: leitura de livros, filmes, músicas, debates e produção de cartazes. 

Trata-se da aplicação do princípio segundo o qual uma história, mesmo que fantasiosa, quando repetida várias vezes, adquire valor de verdade. Neste caso, o esforço do MEC é para atender os objetivos de desconstrução da heteronormatividade e do conceito de família tradicional previstos no Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH3), assinado pelo presidente Lula em 21 de dezembro de 2009.  


O artigo 226 da Constituição é ignorado completamente pelo material didático para falar da formação de família. Isto caracteriza o desrespeito do próprio Governo com a Carta Magna, por meio do MEC. Enquanto a Constituição elege como base da sociedade a família que é formada pelo casamento entre "um homem e uma mulher",  os livros ensinam às crianças que não há um modelo padrão de família e que o casamento é a união de "duas pessoas", independente do sexo. 

Mas o MEC também desconsidera a vontade majoritária do povo expressa por meio de seus representantes nos três níveis de parlamento, quando das votações dos Planos Nacional, Estaduais e Municipais de Educação. Nessas ocasiões, a inserção da Ideologia de Gênero nos planos de educação foi severamente rejeitada pela maioria dos parlamentares. Como se não bastasse, esse tema para o ensino da moral sexual de crianças na escola é amplamente rejeitado pela maioria esmagadora da população, como demonstram pesquisas de opinião.



Diante da premeditada desobediência governamental às leis e à violação da vontade do povo para a educação moral dos filhos, o que fazer? Com os livros corrompidos pela Ideologia de Gênero que chegará intempestivamente às salas de aulas, quem defenderá as famílias da afronta governamental? O que poderá fazer o Ministério Público? O que poderão fazer vereadores e deputados estaduais para impedirem que os alunos tenham acesso a esses conteúdos? O que poderão fazer professores cujas consciências não lhes permitam ensinar essas matérias às crianças? Quais tipos de penalidades e/ou censuras administrativas e/ou profissionais esses professores poderão sofrer, não agora, mas no futuro quando a ideologia estiver definitivamente implantada? Como farão os pais diante da obrigatoriedade de manter os filhos na escola, sob risco de serem penalizados judicialmente, mesmo sentindo-se indignados por terem seus princípios e valores para a educação sexual da prole violentados pelo Estado?

Por enquanto, as leis estão do lado dos pais. A Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente asseguram a eles o direito pela educação dos filhos. Com base nesse princípio, o Procurador da República Guilherme Schelb elaborou uma "notificação extrajudicial" que o pai preenche e leva à escola. Nesse documento o interessado notifica à escola que não permite que seu filho tenha acesso a determinados conteúdos morais. Em caso de desobediência, a escola e o professor poderão ser processados por danos morais e estarão sujeitos a pagarem indenização. Este documento pode ser baixado no computador do seguinte endereço: www.bit.ly/protegerfamilias  
Assista ao vídeo do Procurador da República Guilherme Schelb com a explicação sobre o modelo de "notificação extrajudicial":


 

Muitas outras perguntas surgem nesse momento angustiante da educação brasileira. Que tipo de avaliação é feita sobre a maturidade física e psicológica dos alunos para receber esse conhecimento? Quais os possíveis processos mentais que seriam mobilizados nas crianças no momento da apresentação do conteúdo e depois dele? Que tipo de transformação, em tese, é possível de ser operada na mente da criança?  Que efeitos de (re)formulação ou (re)modelação do caráter e dos valores morais dos alunos poderão ser operados? Este ensino pode estimular precocemente desejos e curiosidade sexual nas crianças? Quais as possíveis consequências que a erotização precoce de crianças podem trazer para o futuro delas e das suas famílias? O direito ao prazer sexual das crianças, que é defendido academicamente por essa ideologia, não deveria antes subordinar-se ao direito dos pais de criá-las de acordo com suas convicções de moralidade familiar? Quais os tipos de conflito em casa poderão gerar a (re)programação desses valores nos alunos, principalmente os de formação familiar e de orientação sexual, que é efetuada pela escola?


Levando-se em consideração que os conteúdos em referência sejam puramente ideológicos, visto que carecem de experimentação e consenso científico, qual o respaldo legal do Governo para adotar uma ideologia como política pública universal? 

De acordo com o MEC esta política de orientação sexual e familiar para as crianças, prevista nos temas transversais, é verdade, visa criar no futuro uma sociedade idealizada que aceite bem as diferenças de gênero e de arranjos familiares. Ainda conforme escritos fundantes dessa ideologia, as famílias não estão preparadas para a educação dos seus filhos nesse tema, porque são portadoras de tabus e preconceitos, pela influência que elas receberam da tradição familiar e da religião. 

Pois bem. Quais os parâmetros utilizados para este julgamento? Pensar dessa forma não seria contradizer a crença dos estudos de gênero no relativismo moral, pela vontade de desconstruir socialmente uma verdade e estabelecer outra? 

Será mesmo que essa estratégia escolhida é a melhor, honestamente, para combater o alegado preconceito contra as diferentes orientações sexuais e arranjos familiares? Não haveria um ponto de consenso capaz de pacificar as relações sociais entre os grupos favoráveis e contrários a esse modelo de ensino na escola? A reação contrária das famílias tradicionais não seria motivada pela intenção deliberada de desconstrução do seu modelo familiar, (Pasmem! uma desconstrução familiar e sexual da sociedade operada pelos agentes do Estado, no caso os professores, a partir da doutrinação dos filhos das próprias famílias tradicionais!! Uma espécie implantação de um "Cavalo de Tróia" no seio da família tradicional!!) comprovada em teorias acadêmicas e pelas leis, a exemplo do PNDH3? Isto porque a família tradicional, apesar de alegações contrárias,  almeja a convivência pacífica; defende a proteção e o respeito a todos, inclusive para as diferentes opções sexuais e familiares. 

O grande entrave, pelo visto, é a porque trata-se de uma questão muito mais ampla do que se discute no senso comum, porque faz parte de um pacote complexo de intenções. É uma temática que se insere no campo político e ideológico para a promoção de uma profunda revolução sexual e de costumes, a partir das crianças e adolescentes em idade escolar. Na verdade, um projeto para o futuro de mudança de eixo civilizatório.

É lastimável que existam pessoas comuns, visto que não fazem parte da esfera das cabeças pensantes da força política e ideológica que norteia esse projeto, que padecem com suas opções sexuais. Elas ficam no meio do fogo cruzado dessa guerra cultural e acabam sofrendo, injustamente, toda a pressão. Essas pessoas precisam de reconhecimento, acolhimento, compreensão e oportunidades no sistema democrático e no Estado de Direito e não de serem instrumentalizadas como massa de manobra.



Um dos argumentos de quem defende a família tradicional para se opor ao ensino da sexualidade para crianças na escola da maneira que pretende o MEC é a suspeita da ocorrência de uma possível "confusão de identidade" na adolescência.  Para esta visão, é natural que meninos e meninas, por volta dos 12 ou 14 anos tenham pelo menos uma amizade intensa com pessoa do mesmo sexo. Isto sem qualquer conotação amorosa ou sexual. São carne com unha; amigos inseparáveis. Confidenciam-se e são cúmplices de sonhos e projetos. Os adultos, invariavelmente, já passaram por esta experiência. Pois bem. A criança que recebe esse tipo de orientação sexual e familiar desde os 6 anos de idade pode assimilar tanto essa maneira de pensar que fique mais propenso a confundir a amizade natural do mesmo sexo com amor ou paixão. E não seria este o objetivo implícito da ideologia? 

Para a realização desta pesquisa, foram verificados livros recomentados pelo Programa Nacional do Livro Didático/2016, do Ministério da Educação, que selecionou livros de 19 editoras diferentes. Tivemos acesso a 11 editoras e todas elas trazem o tema da Orientação Sexual e Familiar, de acordo com a Ideologia de Gênero. É provável que, em atitude de desafio à democrática vontade do povo e suspeitando da reação negativa das famílias dos alunos, além de professores, as editoras tenham firmado um pacto para que todas elas trabalhassem o assunto na mesma perspectiva. Por outro lado, não se pode descartar a possibilidade que tenha havido uma determinação superior, até mesmo do próprio MEC, para que este procedimento ousado ocorresse. Isto porque o Planalto tem feito deste tema uma de suas políticas públicas mais prestigiadas.

Caso não haja agora uma dura reação da opinião pública, dos políticos, do Ministério Público e, especialmente dos pais, o MEC e as editoras continuarão avançando com essa imposição ideológica. Em vista disto, surge no mercado editorial brasileiro um nicho comercial de perfil conservador enorme que deverá ser preenchido por editoras dispostas a atendê-lo. 



Esses livros extremamente radicalizados na revolução da moral e dos costumes que chegaram este ano ao mercado não atendem aos interesses e aos valores das escolas tradicionais, notadamente evangélicas e católicas. A partir de agora, as escolas que se dedicarem à produção do próprio material didático terão esse diferencial para apresentarem aos pais. 

Além do mais, tomara que se levantem bons e talentosos escritores de livros didáticos e paradidáticos, como os literários e as cartilhas. Tomara também que surjam editoras sérias e comprometidas com os valores tradicionais para investirem nos projetos da nova leva de escritores.

Para finalizar, gostaríamos de esclarecer o leitor acerca da crença de que estamos dentro de uma Revolução Cultural de grandes proporções. O tema trabalhado neste artigo é apenas um viés dessa revolução que tem por objetivo provocar mudanças significativas na maneira de ser, pensar e crer da sociedade.  A desconstrução das culturas judaica e cristã e o consequente apagamento dos seus valores morais e éticos na sociedade, constitui-se em em alvo prioritário dessa revolução. 

A título de melhor compreensão do assunto, sugerimos a busca de textos e vídeos no google e youtube,  para leituras e estudos, dos seguintes nomes: Miguel Nagib, Guilherme Schelb, Prof. Felipe Nery, Olavo de Carvalho, Damares Alves, Marisa Lobo, Deuza Avellar, Fernanda Takitani e Padre Paulo Ricardo.

Conheça também o Escola Sem Partido, que luta contra a doutrinação política e ideológica no sistema de ensino. Conheça e divulgue para vereadores e deputados estaduais o Projeto de Lei Escola Sem Partido. Há no site duas versões prontas: uma para câmaras municipais e outra para assembleias legislativas. Baixe-as neste endereço: http://www.escolasempartido.org/
Conheça também uma das mais completas páginas no facebook sobre Ideologia de Gênero: https://www.facebook.com/Goi%C3%A1s-Sem-G%C3%AAnero-826643267416035/?fref=ts

A esperança não pode morrer! 
Ainda há jeito! 
Para enfrentar uma revolução cultural, somente uma contra revolução cultural!


Orley José da Silva, é professor em Goiânia, mestre em letras e linguística (UFG) e mestrando em estudos teológicos (SPRBC).

Obs.: artigo revela mais de 50 ocorrências de Ideologia de Gênero na proposta de Base Nacional Curricular Comum 


Seguem mais imagens retiradas dos próprios livros:


Qual o interesse dos autores do livro didático de escolherem apresentar às crianças uma família polígama? Não seria um trabalho de "normalização" para as crianças desse tipo complexo de união que os "progressistas" insistem em legalizar no país? É de notar a maneira positiva que essa família é mostrada na fotografia.


As diferentes famílias mostradas no mesmo espaço passam a impressão de naturalidade às crianças.


Uma família brasileira do século XXI, ou seja, avançada. Alguém consegue defini-la?


Este exercício refere-se ao contexto da fotografia acima. Observem que fala sobre direitos relacionados a temas abstratos, alguns de difícil alcance ainda para as crianças. Toca em crença religiosa, sexualidade e depois fazem a seguinte pergunta: Voces defendem a liberdade de as pessoas pensarem e agirem como quiserem? Certamente a questão tenta justificar o "avançado" modelo de família da foto com o argumento de que as pessoas têm liberdade para agirem como quiserem. Mas e as crianças? Elas têm essa mesma liberdade? O texto pretende instigar esse desejo de liberdade nelas, ou seja, de agirem como quiserem na vida sem a interferência de terceiros? O direito de agir como quiser é um direito pelo qual as crianças devem lutar? Vocês também não acham que tanto a foto (se é que ela representa uma união amorosa de 3 pessoas) quanto as perguntas do questionários sejam inadequadas para o nível de maturidade física e psicológica das crianças?


O MEC considera que alunos com 10 anos de idade já estão em atividade sexual para apresentar-lhes métodos anticonceptivos? Ele acha que alunos com 10 anos de idade já frequentam baladas e se relacionam sexualmente com qualquer pessoa? Essa criança pode dirigir-se à unidade de saúde e requisitar uma camisinha? Os funcionários da unidade de saúde também concordam em fornecer esse tipo de material para crianças de 10 anos? Esses infantis precisam fazer testes de aids, sífilis e hepatites virais, provavelmente adquiridos em relações sexuais? Mas este cartaz é direcionado justamente para as crianças dessa idade! 



Todo discurso é ideológico porque suas partes constitutivas são escolhidas dentre as diversas possibilidades pelos sujeitos. E as escolhas são seletivas, intencionais e passíveis de questionamento. Pois bem. Os autores dos livros, ao apresentarem os pares gays e lésbicos, em todas as fotos, procuraram gente de boa aparência, bem vestidas e demonstrando felicidade. As crianças, em situação de segurança, passeando, brincando e alegres. Já com as famílias tradicionais, o mesmo cuidado não é percebido em todas as fotos. Tudo isto conta para formar a opinião da criança.





Esta é uma forma de conhecer e perceber o corpo de si e do outro. Para mapear o corpo, é necessária a ajuda do outro. É preciso passar o marcador rente ao corpo. Esta é uma técnica que ajuda a desinibir e perder o receio de aproximar-se e tocar no outro. Uma maneira também de naturalizar a atenção e o afeto mútuo. Meninos mapeiam meninas, e vice-versa, meninas mapeiam meninas e meninos, outros meninos.








































































Reações:

0 comentários: