quinta-feira, 7 de julho de 2016

Policia Civil prende mulher acusada de fazer parte da quadrilha que assaltou uma agencia bancaria em Muju

A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira, 6, em cumprimento a mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça, Edna Leal Souza, 29 anos, acusada de integrar a associação criminosa que assaltou, na modalidade conhecida como "novo cangaço ou vapor", a agência do Banco do Estado do Pará, em Moju, nordeste paraense, em 4 de março deste ano.

 
Ela foi presa em Belém, durante operação policial, realizada por policiais civis da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos e Antissequestros (DRRBA), unidade policial vinculada à DRCO (Divisão de Repressão ao Crime Organizado). Na época do assalto ao banco, houve troca de tiros entre os assaltantes e as forças policiais. Seis integrantes do grupo criminoso morreram em decorrência do confronto. 

Edna Souza foi abordada pelos policiais civis enquanto caminhava, nesta manhã, pela Avenida Nazaré, entre as Travessas Rui Barbosa e Quintino Bocaiúva, bairro de Nazaré, área nobre da capital paraense. Ela é apontada como a responsável em arregimentar pessoas no município de Moju para fazer parte do bando visando dar apoio à quadrilha como "olheiros", para observar e informar aos criminosos sobre a chegada do carro-forte com dinheiro para abastecer o Banpará. Edna também era a pessoa que seria responsável em levar alimentação ao local onde o grupo estava escondido antes da ação criminosa.

A ação policial foi coordenada pelo delegado Tiago Belieny, da DRRBA. Natural de Moju, Edna Souza é irmã de três homens envolvidos no assalto ao Banpará. Um deles é Edson Nunes de Souza, de apelido "Ioiô", que está preso no CRPP3 (Centro de Recuperação Regional do Pará 3), no Complexo Penitenciário de Americano, em Santa Isabel do Pará. O outro irmão da acusada é Erenildo Nunes Leal, de apelido "Lico", apontado como o mentor do plano do assalto e líder do grupo criminoso. Ele foi um dos assaltantes que morreu, nas matas da cidade de Moju, durante o confronto com os policiais. O terceiro irmão é Elton Nunes de Souza, de apelido "Joel", que também participou efetivamente do crime e que está foragido.

De acordo com a DRRBA, Edna estava sendo investigada desde a época do assalto e, desde então, era procurada. Nesta manhã de quarta-feira, os policiais civis passaram a seguir os passos da acusada para tentar saber se ela iria se encontrar com outros comparsas que ainda estão foragidos, o que não ocorreu. Atualmente, Edna estava trabalhando na casa de um empresário chinês, em Belém, e, segundo as investigações, ela planejava um grande roubo na casa dele. Ela seguirá para o Centro de Recuperação Feminino (CRF) para ficar recolhida à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para localizar e prender outros envolvidos com a associação criminosa.

"CRUZ DE MALTA" No mês passado, as Polícias Civil e Militar prenderam 13 pessoas, em cumprimento de mandados de prisão preventiva, acusadas de envolvimento em associação criminosa responsável por, pelo menos, 12 ataques a agências bancárias, por meio de assaltos e arrombamentos de caixas eletrônicos, no Pará. Denominada de "Cruz de Malta", a operação foi deflagrada em Belém; Ananindeua e Marituba, na região metropolitana, e em Concórdia do Pará, Castanhal, Santa Izabel do Pará e Moju, nordeste do Estado. Sob coordenação da Diretoria de Polícia Especializada (DPE) e operacionalizada pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), a ação policial foi resultado de seis meses de investigações.

Dentre os presos, estão três policiais militares da ativa acusados de envolvimento nas ações criminosas. Entre os crimes cometidos pelo grupo criminoso está o roubo, na modalidade conhecida como "novo cangaço", ao Banpará de Moju, em março deste ano. Na ocasião, seis assaltantes morreram ao trocar tiros com as forças policiais. Oito armas de fogo usadas pelos bandidos foram apreendidas. Um casal foi preso por envolvimento com a associação criminosa. Um malote com parte do dinheiro roubado foi recuperado. Toucas do tipo balaclava e dois coletes balísticos de empresas de vigilância privada foram apreendidos.


Fonte: PC

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