quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Empresa vende água da torneira como se fosse água mineral no Pará.

Uma operação Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa), em parceria com a Vigilância Sanitária e o Procon do Pará, interditou quatro empresas de envasamento de água mineral na região metropolitana de Belém na terça-feira (27).
De acordo com o órgão, as empresas estavam atuando sem licença de funcionamento, além dos ambientes terem péssimas condições de higiene, a utilização de corantes proibidos e uma das empresa localizada no bairro do Marco estava envasando água da torneira e vendendo para os consumidores.
“Ele está comercializando uma água sem classificação. Existem dois tipos de água, água mineral e a água adicionada de sais. E a água que ele está usando não tem classificação prevista na legislação sanitária”, explicou Milton Gomes, da Divisão de Controle de Qualidade da Sespa.
Mesmo após a interdição da Vigilância Sanitária, caminhões foram vistos comercializando água das empresas interditadas. De acordo com Rafael Braga, do Procon, o consumidor pode denunciar aos órgãos de fiscalização da comercialização ilegal dos produtos.
“Não são empresas que foram visitadas pela primeira vez. São empresas que já receberam a segunda visita dos órgãos fiscalizadores, então são empresas reincidentes, são empresas que tiveram a oportunidade de se adequar e não se adequaram. Se elas tiverem funcionando dentro da área de produção, se o consumidor observar esses caminhões rodando, ele pode realizar essa denúncia através do telefone e também na sede do Procon”, disse Rafael Braga.
Um ofício será encaminhado para a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para que o carregamento não chegue aos consumidores. Esta é a terceira fiscalização realizada neste ano. Entre fevereiro e julho, oito empresas foram autuadas e três fechadas pela vigilância sanitária.Os consumidores que tiverem denuncia à fazer ao Procon podem ligar para o número 151.
A gerência da empresa Refri informou que já entrou na justiça contestando a determinação da Vigilância Sanitária e só vai se manifestar após qualquer determinação judicial. Já a empresa Naturale, não se pronunciou. E as empresas Água Viva e Belfonte, não atenderam as nossas ligações.
G1 PA


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