sábado, 10 de setembro de 2016

Ronaldo Campos: “Corrupção está incontrolável no País”



Ex-Prefeito de Santarém cita que o PT sempre se manteve no poder saqueando o Brasil

Ronaldo Campos fala da atual situação política do Paíis
Uma das referências políticas da região Oeste do Pará, Ronaldo Campos tem em seu currículo o fato de ter sido Vereador, Prefeito, Deputado Estadual e Deputado Federal, por Santarém. Uma vida pública invejável, talhada em uma época em que os políticos eram tidos como figura de respeito diante da opinião pública. Sobre uma possível volta ao cenário político, ele descarta. “Eu cansei, tenho que dar vez para os outros”. Esses e outros assuntos são abordados nessa entrevista com exclusividade ao jornal O Impacto. Confira:
Jornal O Impacto: Quais as dificuldades que o senhor encontrou quando era Prefeito e hoje os atuais gestores municipais não enfrentam, quando não existia FPM e outros incentivos?
Ronaldo Campos: Nessa época o povo era mais obediente. Um dos fatores é que não existia esse alto índice de criminalidade que tem hoje. A insegurança está em todo lugar. Assaltantes se atropelam pelas ruas, tomando bolsas de senhoras, atacando famílias em suas próprias casas. Infelizmente nós entramos em uma fase indesejável, principalmente em relação à segurança da população.
Jornal O Impacto: Na sua opinião, a corrupção era menor que hoje, ou não existia corrupção?
Ronaldo Campos: Não era bem assim. Corrupção sempre houve, desde o início do mundo; mas nunca houve tanta corrupção no Brasil como nesses últimos treze anos. O PT sempre se manteve no poder à custa de roubo nas estatais, no BNDES. Todos os órgãos do governo eram pungados, para poder ter verbas para fazer campanhas do PT e seus aliados.
Jornal O Impacto: Qual seria, em sua opinião, a solução depois de toda essa devastação financeira e política que está acontecendo no País?
Ronaldo Campos: A solução seria deixar esse tempo de vendaval político passar, adotar o voto distrital, onde não haja coligações e cada partido apresente seus candidatos.
Jornal O Impacto: Por que o nome de Ronaldo Campos saiu do cenário político?
Ronaldo Campos: Eu cansei! Tenho que dar a vez para os outros.
Jornal O Impacto: Mas se resolvesse concorrer a algum cargo eletivo, teria votos?
Ronaldo Campos: Eu entrei em política com 19 anos de idade, quando tive meu primeiro mandato. Fui Vereador, Deputado Estadual, Deputado Federal e Prefeito. Sem contar outros cargos. Sempre que me lancei candidato me elegi com os votos de Santarém. Não faço como outros candidatos que se elegem deputado com votos de outros municípios. Eu simplesmente me elegi em todas as eleições com votos de Santarém, onde tenho prestígio.
Jornal O Impacto: Em sua opinião, a Legislação Eleitoral com suas limitações, prejudica os candidatos nestas eleições 2016?
Ronaldo Campos: Com certeza hoje está tudo modificado. Mudou Legislação Eleitoral, mudou o tempo que os candidatos dispõem nos programas de rádio e televisão. Infelizmente este ano, vamos ter uma eleição estilo ‘vapt-vupt’. Um evento onde não se sabe quem são os candidatos. Para se ter uma idéia, a maioria da população ignora inclusive eleição, e conseqüentemente os políticos. A projeção que se adivinha é que pode haver um grande número de abstenções. O pleito eleitoral este ano está fraco, por conta da nova Legislação que tirou a liberdade dos candidatos.
Jornal O Impacto: Sinceramente falando, o povo não gosta mais de votar?
Ronaldo Campos: Ocorre que o povo hoje passou despercebido. Por conta disso, os eleitores estão preferindo pagar uma multa à Justiça Eleitoral do que votar.
Jornal O Impacto: O senhor, então, afirma que a população do interior não está tendo a participação que deveria e por conta disso, perdeu a vontade de votar?
Ronaldo Campos: Com certeza, principalmente o pessoal que mora na região da Várzea, nas colônias. Não é que o povo tenha perdido a vontade de votar; o que o povo perdeu foi a confiança, diante de um governo que passou treze anos de desmandos no País. Agora, para consertar o que fizeram de errado no Brasil, vai perdurar muito tempo.
Por: Carlos Cruz
Fonte: RG 15/O Impacto

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