segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Dezoito deputados federais deixarão a Câmara para assumir prefeituras

Dezoito deputados deixarão a Câmara nos próximos meses para assumir prefeituras a partir de 1º de janeiro de 2017. Dos 81 parlamentares que se candidataram neste ano, 14 foram eleitos prefeitos e quatro vice-prefeitos.
No segundo turno das eleições municipais, 16 deputados disputaram a preferência do eleitorado, mas só oito foram eleitos: Anderson Ferreira (PR-PE) em Jaboatão dos Guararapes; Duarte Nogueira (PSDB-SP) em Ribeirão Preto; Luís Carlos Busato (PTB-RS) em Canoas; Max Filho (PSDB-ES) em Vila Velha; Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS) em Porto Alegre; e Washington Reis (PMDB-RJ) em Duque de Caxias. Marcos Rotta (PMDB-AM) foi eleito vice na chapa de Artur Virgílio Neto (DEM) em Manaus e Moroni Torgan (DEM-CE) vice-prefeito de Fortaleza na chapa de Roberto Cláudio (PDT).
Na passagem pela Câmara, Anderson Ferreira se notabilizou por apresentar o projeto do Estatuto da Família --que reconhece a unidade familiar formada por homem e mulher. Marchezan ficou conhecido por sua postura contrária ao reajuste de servidores públicos e de oposição ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Já Rotta --que foi presidente da CPI do BNDES-- e Reis --da tropa de choque no Conselho de Ética-- eram aliados de Cunha.
Dez deputados foram eleitos logo no primeiro turno: Arnon Bezerra (PTB-CE) em Juazeiro do Norte; Marcelo Belinati (PP-PR) em Londrina; Odelmo Leão (PP-MG) em Uberlândia; Dr. João (PR-RJ) em São João do Meriti; Edinho Araújo (PMDB-SP) em São José do Rio Preto; Fabiano Horta (PT-RJ) em Maricá; Fernando Jordão (PMDB-RJ) em Angra dos Reis (RJ); e Moema Gramacho (PT-BA) em Lauro de Freitas (BA). Bruno Covas (PSDB-SP) foi eleito vice do tucano João Doria na capital paulista e Manoel Júnior (PMDB-PB) se tornou vice-prefeito de João Pessoa. Marquinhos Mendes (PMDB-RJ) chegou a ser eleito em Cabo Frio, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral.
Senado
Entre os dois senadores que concorreram em 2016, só Marcelo Crivella (PRB-RJ) saiu vitorioso e vai governar a prefeitura do Rio de Janeiro. A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) ficou em quarto lugar na disputa pela capital paulista.
Quem ampliará suas bancadas são os partidos de médio porte. As grandes legendas terão sua representação na Casa ligeiramente reduzida. O PSDB, um dos partidos que mais perderá deputados, ganhará o reforço da ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, na vaga que será deixada por Nelson Marchezan Jr.
O PSD tem hoje 36 deputados e ganhará dois novos integrantes. O PSDC, que não tem atualmente nenhum deputado, será representado por Francisco Vaidon Oliveira (CE), no lugar de Moroni Torgan (DEM-CE). Ganharão um deputado cada: PDT (tem hoje 19), PSB (atualmente com 31), PCdoB (hoje com 11) e PPS (hoje com oito).
O maior partido da Câmara, o PMDB, tem hoje na bancada 67 parlamentares e elegeu cinco deles este ano. Entre os suplentes dos prefeitos eleitos, só três são do partido, ou seja, a bancada ficará em 2017 com menos dois deputados. Já o PSDB elegeu quatro prefeitos, mas só dois deles têm suplente tucano, ou seja, a bancada de 49 será reduzida a 47.
O PT, grande derrotado nas urnas em 2016, é o segundo maior partido com 58 representantes, sendo dois deles eleitos. O partido perderá uma vaga porque o suplente de Moema Gramacho (PT-BA) é Fernando Torres, do PSD. Deixará o mandato Fabiano Horta (PT-RJ), que será substituído pelo petista Wadih Damous (RJ).
No DEM, a bancada de 25 deputados federais perderá apenas um parlamentar, Moroni Torgan (CE), mas ganhará dois titulares no ano que vem: Osmar Bertoldi (DEM-PR) no lugar de Marcelo Belinati (PP-PR) e Norma Ayub Alves (DEM-ES) no mandato de Max Filho (PSDB-ES).
Partidos do Centrão, como PTB (hoje com 18 deputados), PP (com 48) e PR (com 42) elegeram dois deputados cada, mas só ganharão um titular do mesmo partido.
Os suplentes só assumirão a vaga à medida que os titulares deixarem o mandato. Os deputados eleitos podem renunciar ao cargo até a véspera da posse, em 1º de janeiro de 2017. Alguns preferem continuar na vaga até o prazo final para garantir a aprovação de sua emenda parlamentar no Orçamento de 2017 da União.


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