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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Brasília vive expectativa da eleição para presidentes da Câmara e do Senado.

Disputa provoca um racha na base aliada, porque candidatos apoiam Temer.
Palácio do Planalto apoia, ainda que extraoficialmente, Rodrigo Maia.

A temperatura começa quente essa semana no Congresso. Tem eleição para presidente da Câmara e do Senado. A disputa está provocando um racha na base aliada.
Tem candidatos de diferentes partidos, mas com um ponto em comum: apoiam o governo Temer. O Palácio do Planalto apoia, ainda que extraoficialmente, Rodrigo Maia. Daí o mal-estar.
E, além da disputa pelas presidências da Câmara e do Senado, os partidos vão brigar por cargos. São dez cargos apenas na Mesa Diretora da Câmara.
Que tal um lugar na história? Ser presidente da Câmara proporciona muito mais que um quadro na parede. Um gabinete gigante, poder, funcionários à disposição, casa, segurança, carro.
Parece um assunto distante da vida do brasileiro, mas o eleito é também quem assume o país na ausência do presidente Temer.
Rodrigo Maia, do Democratas do Rio de Janeiro, é o atual presidente. Foi eleito para um mandato tampão, de 7 meses, depois da renúncia de Eduardo Cunha. E quer se manter no cargo. Questionamentos jurídicos e dentro da Câmara foram feitos, porque no regimento não está prevista reeleição.
Os planos do governo era ter só a candidatura dele, mas aí, no meio do caminho, apareceram dois aliados. Rogerio Rosso, do PSD do Distrito Federal, que suspendeu a dele aguardando uma reviravolta jurídica. E Jovair Arantes, do PTB de Goiás.
Da oposição tem Andre Figueiredo, do PDT do Ceará, que também lançou candidatura. E até a véspera da eleição podem aparecer novos nomes.
É difícil mesmo de imaginar: o Congresso vazio, sem cartaz, sem santinho de candidato, sem cabo eleitoral. Mas está todo mundo em campanha.
Os deputados saíram de férias, e os candidatos saíram atrás dos votos. Só o presidente da Câmara, por exemplo, já foi a 16 estados para buscar apoio.
Quem ficar com a principal cadeira vai ter também o poder de escolher a pauta de votações. A eleição está marcada para quinta (2). A escolha é feita pelos deputados, que elegem também outros 10 cargos para direção da Casa.
Tem 2 vice-presidentes, ainda primeiro, segundo, terceiro e quarto secretários. Cada um cuida de uma coisa, como imóveis funcionais, passaportes e viagens de deputados. Os eleitos terão um mandato de 2 anos.
No Senado também tem eleição. O acordo é para que seja eleito presidente o atual líder do PMDBEunício Oliveira. O partido tem a maior bancada.
O PT deu sinais de que desistiu de apoiar algum candidato ligado a Temer. Diante da pressão de petistas, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que a ideia é apoiar partidos de esquerda para a presidência da Câmara.
E nesta segunda-feira (30) deputados começam a chegar a Brasília. Vários partidos marcaram reuniões para discutir quem vão apoiar.
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