Ex-presidente é julgado por
três desembargadores e pode ser condenado ou absolvido em segunda instância no
caso do tríplex do Guarujá
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O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em Porto Alegre, julga nesta quarta-feira condenação do ex-presidente pelo juiz Sérgio Moro em processo da Lava Jato. |
O desembargador federal
Leandro Paulsen, presidente da 8ª Turma do TRF4 (Tribunal Regional Federal da
4ª região), abriu às 8h30 desta quarta-feira (24) a sessão para julgamento do
recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex do Guarujá
(SP).
Na abertura, Paulsen
destacou que a acusação terá 30 minutos para fala, dos quais 20 minutos serão
para o Ministério Público Federal (MPF) e outros 10 minutos para o assistente
de acusação.
Inicialmente, o advogado Cristiano Zanin
Martins, responsável pela defesa de Lula, pediu que haja paridade entre o tempo
de fala para defesa e acusação. Zanin também pediu que possa fazer uso da
palavra em último lugar e foi atendido.
Paulsen informou que há três advogados de
defesa inscritos na sessão, que falarão nesta ordem: primeiro, a defesa de
Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da área internacional da
OAS, condenado por corrupção passiva; depois, a defesa de Paulo Okamotto,
presidente do Instituto Lula; por último, a defesa de Lula falará. Cada
advogado terá 15 minutos para se manifestar.
Antes de iniciar a leitura do relatório na
manhã, o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da ação penal contra o
ex-presidente, destacou que "não serão considerados fatos pregressos da
vida dos réus".
O ex-presidente acompanha o julgamento no
Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP). Na terça-feira (23),
Lula estava na Esquina Democrática, em Porto Alegre (RS), participando de um
ato contra a condenação em primeira instância.
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