Cai o 8º ministro de Dilma Rousseff

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Depois de concluir a sua insustentabilidade no cargo, o ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), “pedirá demissão” do cargo hoje.
Vítima de uma primeira saraivada de tiros em agosto de 2011, quando foi denunciado pela “Veja” por, supostamente, prometer propina de R$ 30 mil mensais a deputados do seu partido para apoia-lo no ministério, Negromonte conseguiu deitar água fria na fervura, mas, virou um pato manco na Esplanada.
No final de 2011, outra bateria de denúncias: o chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto, foi acusado de substituir um parecer técnico favorável ao BRT (projeto de ônibus rápido) de Mato Grosso, por outro que encarecia o projeto, para favorecer uma empresa.
O Planalto, no episódio, começou a desidratar Negromonte, determinando-lhe a demissão de Cássio Peixoto.
Na semana passada, a “Folha de S. Paulo” revelou que o secretário-executivo do Ministério, Roberto Muniz, reunira-se com “um empresário e um lobista interessados num projeto do ministério.”.
Em mais esta denúncia, a Casa Civil exigiu a cabeça de Muniz, mas, de antemão, antes de Dilma Rousseff sair pelo seu périplo saudosista por Cuba, deixou encomendada a cabeça de Negromonte, a qual ele mesmo irá levar, hoje, à presidente.
Com a degola de Mário Negromonte, a Esplanada assiste a queda do seu 8º ministro desde junho de 2011, quando o todo poderoso Antonio Palocci veio ao chão, o que conta, exatamente, 1 ministro por mês.
Somente Nelson Jobim (PMDB), ex-ministro da Defesa, caiu por incontinências verbais: os outros sete vieram ao chão por denúncias de irregularidades.  
Relembre aqui todos os anjos caídos antes de Negromonte.

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