Royalties: em reunião com líderes municipalistas, presidente do STF marca data para julgamento liminar
O ministro, presidente da
Corte do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, recebeu na manhã desta
quarta-feira (10), o presidente da Federação das Associações de Municípios do
Estado do Pará (Famep) e prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, juntamente com os
demais líderes da comitiva municipalista. Os líderes trataram sobre a Ação
Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.917, que trata dos critérios de
distribuição dos royalties do petróleo. O ministro se comprometeu a inserir a
ação na sessão do dia 20 de novembro, como primeiro item da pauta.
Toffoli afirmou que se
reuniu com a ministra Cármen Lúcia, relatora da ADI, para definir a data de
julgamento. O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir
Aroldi, reforçou ao ministro que são mais de seis anos de espera e cerca de R$
22 bilhões de perdas aos Entes locais. O presidente da Famep ressalta que este
é um pleito de grande relevância, “Eu, como prefeito, sei das dificuldades que
os municípios vêm passando, o julgamento dos royalties é muito importante para
que os municípios possam se planejar em meio as dificuldades financeiras
enfrentadas”, finalizou Nélio.
O presidente de honra da
Confederação, Paulo Ziulkoski, participou da reunião e também falou aos
participantes. Ele relembrou as batalhas já enfrentadas em relação à pauta.
Durante a sua gestão, ele liderou a luta dos Municípios tanto no Congresso
Nacional, para votar a matéria e derrubar um veto presidencial, quanto no
Supremo, articulando junto ao judiciário para viabilizar o julgamento.
Também participaram o
vice-presidente da Confederação e presidente da Associação Mineira de
Municípios (AMM), Julvan Lacerda; os presidentes da Federação Catarinense de
Municípios (Fecam), Joares Ponticelli; da Associação de Municípios do Mato
Grosso do Sul (Assomasul), Pedro Caravina; da Federação das Associações de
Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho; e os advogados consultores da
CNM, Mártin Haeberlin e Alexandre Curvelo.
Entenda a pauta
A
legislação foi aprovada pelo Congresso Nacional ao final de 2012, após forte
pressão municipalista. As mudanças promovidas pelo parlamento nas regras foram
vetadas pela presidente da República da época, Dilma Rousseff. Os gestores
então se mobilizaram e garantiram, em março de 2013, a derrubada do veto pelo
Congresso. No entanto, no mesmo mês, a então presidente do Supremo, Cármen
Lúcia, relatora na época da ADI ajuizada pelo Estado do Rio de Janeiro,
concedeu liminar suspendendo os efeitos da legislação. Desde então, o movimento
municipalista tem pressionado para que a Corte aprecie a matéria.
Fonte: Famep

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